quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Salvação

Ainda há o que eles chamam de "salvação". Perdura a tal "esperança" de que tanto falam. O fim também possui o começo. Estamos nele, afinal. Polarizações e declínios entornam a cortina da tão dita atualidade. Roupas se torcem e pessoas não se dão a torcer. O fraco espera a suposta "boa vontade" do rotulado forte e os "guerreiros modernos", auto-intitulados por intermédio de declaração pomposa e arrogante, proclamam o mergulhar do globo em sua própria visão de "justiça".

Há salvação para todos, para tudo. Anulação total. Deve-se apagar, aniquilar tudo que existe. Recomeços não são necessários. A mãe caos já se cansou de tanto rir dessas enfadonhas repetições através dos tempos. O único caminho é destruir tudo que existe e garantir a não renovação de qualquer coisa semelhante.

Essa é a única opção, gostando ou não. E é isso que acontecerá, não importando a demora. Lide com isso em vida ou morra negando o óbvio.

P.S: Volte a escrever alguma merda, Felipe. Não seja um imbecil desleixado. Eu não gosto de concorrentes.

Seu amiguinho "Unknown".

O que você quer ser?

Sempre quando me perguntam o que quero ser respondo: "Nada". Ser envolve vínculos, obrigações, medidas, termos, caminhos, escolhas, atos, traços, muita coisa... e, sinceramente, só quero continuar satisfazendo meus caprichos medíocres e vícios médios pelo resto da minha vida, de preferência. 

Sim, você é livre para me odiar por isso.


domingo, 18 de setembro de 2016

Deus é Pai




A música fala, claramente, sobre Deus (ou deus), sobre alguém que não tem suas preces atendidas e põe que os problemas só podem ser resolvidos por nós e alguns causados por nós.

Ou será que não? Em algumas entrevistas o Griffin diz que ela está ligada ao trabalho e como deus pune um bom homem com ele (é algo assim).

Para atrapalhar, a música faz com que eu sinta a falta do meu pai, mesmo ela não tendo nada haver. Se bem que Deus é pai.

De qualquer forma, a música é uma obra-prima do Brett e do Griffin. A letra abaixo em PT:


Sofrimento

Pai, você pode me ouvir?
Como eu o decepcionei?
Eu amaldiçoo o dia que eu nasci...
E todo o sofrimento neste mundo...

Deixe-me levá-lo para o chão das mágoas
Onde todos os homens bons são pisoteados
Apenas para fazer uma aposta que não poderia ser vencida
Entre um pai orgulhoso e seu filho
Você irá me guiar agora, para o que eu não posso ver
Uma razão para o sofrimento e esta grande miséria
E se toda alma viva pudesse ser justa e forte
Bem, então eu imagino...

Haverá sofrimento
Yeah, haverá sofrimento
E haverá sofrimento, não mais

Quando todos os soldados baixarem suas armas
Ou quando todos reis e rainhas abdicarem suas coroas
Ou quando o único Messias verdadeiro nos salvar de nós mesmos
É fácil imaginar...

Haverá sofrimento...
Yeah, haverá sofrimento...
E haverá sofrimento, não mais.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Aleatório ou Divino?

Duas vezes eu tentei voltar a postar, mas pouco tempo depois o meu notebook dava pau.

Verdade que parei de escrever por me sentir desmotivado, "pessoa"s que me importava que leem-se não liam o que escrevo, mas quando resolvi voltar aconteceu do meu notebook quebrar. Duas vezes como eu já disse.

Sei que é bobagem, superstição, sei lá, mas as vezes a vida parece mesmo dá sinais. Eu lembro quando voltava do trabalho e pensava se devia voltar a Universidade e ai, do nada, um ônibus para no ponto e abre a porta na minha frente. Ninguém desce e ninguém sobe. Aquele Ônibus tinha escrito UNEB em seu destino final e lá ficou por um bom tempo como se me esperasse.

Tentarei mais uma vez - voltarei a escrever também, porquê eu parei - De certa forma será parar de culpar os outros e o destino.

Fiquei em debito com o José que querendo ou não me deu uma força com o Blog. Se veio até aqui recomendo que leia as Sagas criadas por ele.

ARTHIUS - ENTROPIA MULTIVERSAL
ARTHIUS - SUPREMACIA MULTIVERSAL
HATAMOTO (meu)

sábado, 27 de fevereiro de 2016

ARTHIUS - SUPREMACIA MULTIVERSAL (XXV)


HUMANIDADE



Um tempo se passara após a nomeação dos novos Overlords. Maori – agora com dezoito anos - pensava enquanto aproveitava o sossego da floresta ao fundo do castelo, seu refúgio.

- Sabia que te encontraria aqui.
- Olá, Asuka.
- Algo te incomoda, amor?
- Não exatamente. Mesmo chegando onde estou o medo de me perder no caminho ainda permanece. É o único temor que possuo.
- Travamos uma eterna batalha interna. Não se assuste tanto com isso...
- Tentarei.

Asuka trouxe o guerreiro ao calor dos seus braços. Aquele sorriso encantador sempre confortava Maori.

- Não se preocupe. Estarei do seu lado.
- Fico aliviado em saber disso. Você seria uma oponente bem problemática.
- Sim, te derrotaria em uns dez segundos.
- Convencida... Maori riu.
- Mudando de assunto... A hora se aproxima...
- Dalkart, não é?
- Exato. Vangladius está quase terminando de reunir o pessoal.
- E aquela Mão Multiversal?
- A base de Dalkart é constituída de instalações antigas. Há registros de uma estátua antiga de Rimsalah no interior do castelo deles. A Mão Multiversal nada mais é que uma parte dessa estrutura. Analisando a leitura de energia podemos rastrear a localização exata do local, mesmo que este se mova.
- E pensar que uma coisa tão esquisita teria utilidade...

A conversa dos guerreiros foi interrompida bruscamente:

- Desculpe aparecer sem avisar mas há algo que precisa ver, Maori.
- Se veio até aqui então realmente é importante, Marin. Asuka poderá nos acompanhar?
- Claro. Vamos...

A monitora transportou os jovens até um horizonte vermelho que logo despertou uma familiar sensação em Maori:

- Isso é Sedna?

- Sim. Toda essa destruição é resultado de conflitos religiosos entre a raça humana.
- Cadê todo mundo? Asuka procurava formas de vida.
- Contrabandistas intergalácticos aproveitaram a confusão e capturaram os poucos milhares de humanos que sobraram para escraviza-los. Alguns - com capacidade intelectual mais aguçada - serão estudados minunciosamente.
- Não se enganem. Esses desgraçados não têm conserto. Continuarão a adorar algo, mesmo que signifique a destruição do semelhante. Ser vil é a essência da minha maldição chamada humanidade.   
- O cômico é que estávamos conversando sobre isso instantes atrás...
- Não tentará salvá-los? Certamente o Vangladius permitiria. Disse Marin.
- Por quê? Por acaso deveria demonstrar compaixão por esses desgraçados egoístas? Eles que se danem. Cada um que afunde no próprio mundinho de merda...
- Ao menos o planeta poderá se recuperar do estrago.
- Pois é.
- Bem, era só isso. Vamos retornar...

Novamente na floresta de Arthius:

- Perdão por te fazer experimentar isso.
- Tudo bem. Fez bem em vir até aqui.
- Bom, não quero atrapalhar mais o casal. Já estou indo. Aliás... como conseguiste uma garota tão linda, Maori?
- Quando descobrir te conto. O Overlord riu.

Marin desapareceu, deixando os jovens a sós outra vez:

- Estava pensando em umas coisas também... Disse Asuka, envergonhada.
- Diga.
- Após terminamos toda essa confusão com Dalkart solicitarei à rainha uma autorização para você morar comigo em Naturia.
- Não acho que seja uma boa ideia...


- Por quê? Prefere o cheiro de mofo daquele templo ao calor do meu corpo?
- Não, sua besta! A Ice não vai com a minha cara. Maori riu.
- Isso a gente resolve... Asuka riu.



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Enquanto o resto da humanidade pagava o preço dos erros o jovem Overlord se entusiasmava com o futuro. Quantos obstáculos ainda virão para a paz reinar absoluta?

 Capítulo 24 | Capítulo 26

ARTHIUS - SUPREMACIA MULTIVERSAL (XXIV)



“TRICKSTER”




A cerimônia de premiação já estava pronta. O salão central do castelo foi adornado com tesouros para receber os possíveis vencedores. Um incrível banquete não poderia faltar, até porque praticamente toda a população viria prestigiar o evento.

- Bem, parece que a prova chegou ao fim. Vamos cuidar do que falta.
- Sim, Vangladius.
- Quem diria que terminaria assim?
- Pois é...

Hazz já se encontrava no castelo. Os Overlords foram até ela:

- Acompanhe-nos. Precisamos averiguar seus pergaminhos na sala de reunião.
- Como quiser.

Quando Vangladius abriu a porta Hazz não conseguiu esconder o espanto. Não havia sentido no que se mostrava diante dos teus olhos.

- Por que demoraram tanto?
- VOCÊ? IMPOSSÍVEL!
- Ah, é possível sim. Inclusive esse Selo da Escuridão que carregas é falso.
- Não pode ser...
- Lilith, saia e explique por favor.
- Sua ingenuidade foi a chave da derrota. Percebemos que tinhas força e vontade enorme em ver o Maori morto e humilhado, então fizemos você enxergar isso. Lilith riu.
- Quando foi que...
- Logo após que Gyruda morreu, no momento que se encararam. Enquanto ficava parada curtindo a ilusão pegamos um dos pergaminhos e trocamos o outro por uma réplica.
- Isso é jogo sujo.
- Jogo sujo? Agradeça por minha piedade. Poderia muito bem ter pego ambos. Dei dicas de que tudo não passava de ilusão, mas és tão retardada que não percebeu. Acha que somente força te trará glória? Músculos de nada servem sem um cérebro consistente. A nobreza é tão burra assim? Maori riu.

Shienn tentava acalmar a aluna, porém sem efeito.

- Bem, vamos ao salão? Vashirah apontava na direção da porta.

O povo recebeu os Overlords com estrondosas palmas. Vangladius já se preparava para o pronunciamento:

- O motivo que reúno os senhores hoje é nobre. Anunciaremos os novos guerreiros que ajudarão diretamente na garantia de continuar mantendo um reino próspero e digno nesse vasto multiverso. Vashirah, quando quiser.
- Hazz Hizzdriv, um passo à frente.

A guerreira – ainda nervosa – recebeu o título do Vangladius.

- Parabéns pelo triunfo. Pegue também este escrito antigo. Uma recompensa que te ajudará nas árduas tarefas que virão.
- Obrigada...

As palmas pareciam confortá-la, pelo menos no momento.

- Maori Mikashi, um passo à frente.
- Bem, aqui vou eu.

Shienn percebeu a passagem de Maori. Eles se encararam por alguns instantes. A Nephilim ainda mantinha o peculiar traje e o ornamento cobrindo a testa:

- Não precisa ficar triste com sua aluna. Ela não tinha chances. Disse Lilith enquanto acompanhava o futuro Overlord.
- Servia Orochi e agora ele... O que buscas?
- Não é óbvio? Poder, é claro. E o Maori ama o poder tanto quanto eu.

Enquanto uma parte do público aplaudia a outra demonstrava um rosto de desaprovação enquanto cochichava.

- Parabéns, Maori. A partir de agora serás um dos grandes pilares do reino. Tome este escrito antigo.
- Obrigado, Vangladius. Posso falar um pouquinho com o povo?
- Sim, claro.

O Grandmaster pediu o silêncio dos presentes.

- Vamos deixar uma coisa bem clara: cheguei até aqui por mérito próprio. Pouco me importa se aceitam ou não um humano Overlord. A única coisa que exijo é respeito. Piedade não consta em meus princípios. Massacrarei qualquer engraçadinho que tentar desafiar ou debochar da minha autoridade. Pensem bem antes de ficarem no caminho. Se temiam Orochi pelo que ele fez então ainda não conhecem o verdadeiro medo. Estamos conversados...


Maori saiu enquanto a multidão se sufocava com o silêncio. 


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O que acontecerá nessa nova fase?


ARTHIUS - SUPREMACIA MULTIVERSAL (XXIII)



EM BUSCA DA GLÓRIA




- Até quando vai ficar se escondendo?
- O problema do tolo é que ele só enxerga o que deseja. Você usa esse pretexto de nobreza para outorgar superioridade a si mesma. Me pergunto quem realmente se esconde...
- Tua língua é bem afiada para um plebeu.
- Ainda com esse papo? Assim eu morro de sono.
- O Draus estava mais animado quando o decapitei.
- É mesmo? Legal, mas não perguntei. A verdade é que isso tudo me diverte.
- Diversão, é?
- Exato. Vem cá que te mostro.

Maori provocava Hazz. Ele não era dos mais pacientes, ela muito menos.

- Ora, ora... Pelo jeito a nobreza não treina regularmente.
- Pare de ocultar a presença entre os espelhos e lute como homem, desgraçado.
- Tentar me diminuir não adiantará. Conheço seu tipinho. Sou humano, afinal. Quem melhor quando o assunto é arrogância?

Hazz começou a destruir tudo ao redor, embriagada pela raiva e com uma enorme vontade de cortar as entranhas do jovem Elite.

- Nunca senti tanta raiva assim em uma luta. Vou te estraçalhar, Maori.
- Até onde sei essa cara não é de raiva. Ficou excitada lutando comigo? Pervertida. Maori riu.
- Falando assim com uma dama? Verme ultrajante.
- Dama? Você não passa de uma vagabunda convencida.


Maori usava da pouca visibilidade do local para estabelecer vantagem. A névoa invocada pela guerreira glacial se voltara contra ela.

- Ainda não percebeu? Não adianta quebrar os espelhos, pois mais sempre aparecerão. Continue escrevendo o roteiro de tua derrota.
- Quem pensa que és?
- Boa pergunta. Nem eu sei quem sou. Talvez um futuro Overlord...
- Palhaço. Essa filosofia toda já encheu.
- É mesmo? Terás todo o tempo de refletir depois que perder.

Maori continuava na defensiva, o que só aumentava a fúria de Hazz. Mal percebeu ele que a névoa foi rapidamente dispersada pela oponente.

- Finalmente colocou a mente ao trabalho. Assim que gosto. Fêmeas burras só servem como banco de sêmen.
- Agora não há para onde fugir. Últimas palavras?
- Você per...

Antes que o Guardião terminasse a frase Hazz perfurou o lado esquerdo do seu peito.

- Lado errado. Não tenho coração. Maori riu.
- Não faz diferença. Minha espada congela tudo que toca.
- Interessante. Esse é o fim então?
- Creio que sim.
- Engraçado. Algo me diz que não...

O jovem tombou ao chão, partindo-se em vários pedaços. Hazz – já com os pergaminhos em mãos – preparava o retorno ao castelo de Arthius.

- Odeio escórias tagarelas. Resmungou Hazz enquanto olhava o corpo despedaçado.

A guerreira não disfarçava o sorriso no rosto. Ser a única sobrevivente dentre os desafiantes da Clasíoda era prova incontestável de capacidade.

- A Shienn ficará orgulhosa...

O gelo do templo começara a derreter instantes após o término da luta. Hazz já se aproximava do portal. Ela decidiu fazer uma última busca pelo local só por garantia, chegando a conclusão óbvia de não encontrar nenhuma leitura de energia.

- Bem, é hora de ir... O poder me aguarda.

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A Clasíoda chega ao seu fim. Terá Arthius força necessária contra Dalkart?