sexta-feira, 12 de abril de 2013

Morte ao Cristianismo


Nunca odiei realmente, já senti raiva, mas passa. O ódio cega e acaba com a razão. Neste momento tento tirar de mim uma angustia que aliada à dúvida, a falta de explicação, está me levando ao ódio.

Já tinha conhecimento sobre os problemas que a religião causa nas relações humanas, principalmente a cristã, mas isso nunca me levou a desejar que elas sumissem do mundo, pelo contrário, sempre pensei que algo delas poderia ser aproveitado, mas isso só até ser atingido diretamente por uma delas.

A religião limita o conhecimento, destrói lares, cria crimes hediondos, causa a miséria, impedem relações humanas, a religião impõe o que acha certo sem se importar com o bem dos outros, tudo isso e até mais, acaba por impedir nosso crescimento e logo a construir um mundo melhor, o mundo que elas prometem. Tudo bem, não é exatamente o mundo perfeitinho onde não há dores, doenças e brincamos com animais perigosos, mas um mundo real onde todos se respeitam e conduzem a humanidade para uma situação melhor que a atual ou no mínimo há uma tentativa com uma real esperança para melhorar.

Não é preciso uma religião para que um homem seja bom, mas é preciso uma para que um homem bom se exploda. Talvez o maior problema das religiões seja os seus dogmas. Elas se fecham em suas opiniões sobre o mundo negando-se ao debate e até impondo a todos o que ela acha certo (quer que seja feito). Essa não reflexão das suas certezas só leva a ignorância; não se cria conhecimento sem interagir com o meio, expor suas opiniões, ouvir o que os outros pensam, absorver e refletir, isso vale para todos; quando se está convencido de que se sabe a verdade não se constrói conhecimento, não se constrói um homem melhor.

O maior problema é quando o tal dono da verdade quer mostrar para o mundo o que ele ‘sabe’, mostrar não, fazer engolir. Com suas convicções, achando que está certo, qualquer coisa deve ser feita para que todos tenham a mesma visão deturpada que ele possui da realidade, levando qualquer ato hediondo a ser justificável em sua cabeça. Hoje se pode ver isto com mais horror em países mulçumanos. Em países mais “pacíficos” como o Brasil, este crime contra o outro é disfarçado, ao invés de homens bombas, enforcamentos e estupros, vê-se ataques, por exemplo, a homossexuais que pedem direitos ao estado laico, mas é negado e bombardeado por manifestações preconceituosas; e preconceito pode levar a discriminação e essa leva ao sofrimento.

Uma das coisas mais nojentas que se tira da religião é a miséria que causa as massas, prometendo aos miseráveis um lugar melhor depois da morte enquanto os clérigos gozam de suas riquezas, tão ricos e ambiciosos prometendo amenizar um mal que ajudam a causar. Exemplos disso não faltam, temos a idade média, o pastor evangélico, os sacerdotes ganhando do politico e entrando na política para lucrar, só não vê quem não quer ver. As pessoas procuram esses monstros para dizerem o que elas querem ouvir, dão sua grana ou seu tempo, sua vida, o que tiverem de precioso e voltam para casa com o coração feliz, sofrendo mais tarde novamente com sua desgraça que só aumenta.

Outro exemplo é o motivo pelo qual escrevo isto. Perdi alguém por causa da religião, ou essa foi a desculpa, tal pessoa se perguntou se eu poderia fazê-la feliz, se nós teríamos um futuro, uma relação mais longa e quais foram as respostas? “Ele não me farar crescer em minha religião”, “irá atrapalhar os planos que Deus tem para mim”. Não posso dizer que íamos casar um dia e ter filhos, mas posso dizer que a amava (veja toda esse blog), que estávamos felizes em nossos momentos, que o que tínhamos não era casual ou poderia não ser. Ela disse ‘eu te amo’ e negou, não consigo no momento ser feliz, mas espero que um dia que possamos ser felizes mesmo que cada um em seu mundo, separado pela religião.