sexta-feira, 28 de junho de 2013

The Guy

Uma muralha de destroços e carros velhos, mais ou menos 50 pessoas estava atrás dela. Era geralmente alta, já que era irregular; de cima dela podia se ver centenas de mortos vivos. – Malditos!  Continuam a aumentar o seu numero – disse o líder.
Era noite quando uma sentinela notou algo estranho, os bichos se afastavam do muro. Viram três chamas brilharem na escuridão, ouviam gemidos e um grito que parecia vir de outra dimensão. Rapidamente tudo fica calmo e os três pontos flamejantes voam e somem. Antes que a sentinela pudesse comentar o que vira uma dor insuportável atravessa o seu peito, sangue sai por sua boca enquanto olha para baixo e ver o seu corpo atravessado por um braço, lança um grito que chama a atenção de todos. As outras sentinelas notam aquela criatura. Ela não usava camisa, seu corpo era como esculpido por um talentoso artista, a sua cabeça coberta por um capuz escondia a sua face deixando apenas ver os seus olhos em chamas e seu sorriso macabro, tinha uma espada carregada nas costas e correntes em seu pescoço e mãos.
Estupefato o líder grita: - Atirem naquilo! – 10 homens que vigiavam os muros começam a atirar e a correr e direção à criatura. Em um salto sobre-humano o bicho saca a sua espada e decapita um das sentinelas. O medo ao ver as balas ricochetear no corpo daquele ser toma conta daqueles sobreviventes. Outro salto e um braço voa, ele corta mais uma sentinela ao meio e depois de um minuto de massacre todos estão mortos. O grito de aquele ser é estranho e assustador.
O líder tentava organizar os civis e armar os que podiam lutar e unir os 10 soldados restantes. A criatura some em um salto e sem demora surge em meio ao grupo. As pessoas em desespero corriam, uma estripada, uma cortada ao meio, outra atravessada pela lâmina, era uma carnificina. Até que uma mulher tropeça, ela era loira, corpo esquio e seios pequenos, dona de uma beleza etérea. Ela havia caído com a cara no chão, vira-se e ver aquela criatura imponente aproximar-se.
 O medo a consome e as lagrimas correm pelos seus olhos azuis. O desespero e o temor pela a vida estampado em sua face. A criatura está os seus pés, ela levanta a sua espada, mas o seu sorriso some e sua espada volta à bainha. O ser macabro olha para cima e da um assobio ensurdecedor, os seus olhos queimam em chamas verdes, se inclina e passa a encarar face a face a bela que agora se afasta temera. O rugido de dor de aquele ser é intermitente e só para quando ela desaparece em um salto.
No dia seguinte, enquanto o líder e alguns outros se livraram dos cadáveres e acalentava seus civis, três homens estavam no muro e uma das sentinelas percebe uma silhueta masculina se aproximar e então chama os outros dois. Antes que o homem se aproxime dos portões improvisados, de cima do muro eles o intercepta – Parado! – dois descem e percebem algo estranho no rapaz, muito assustados apontam suas armas a ele, um deles corre para dentro.
Aparecem mais cinco caras apontando armas para aquele estranho e o líder surge no portão gritando com muita raiva: - O que faz aqui? Atirem nele - todos tremiam e o rapaz só pedia calma, mas antes que alguém disparasse um deles grita: Eu o conheço, não façam isso, é meu irmão!
O andarilho estava sem camisa, tinha uma espada e correntes. Todos tinha certeza de que ele era aquilo que viram a noite, mas seu rosto era normal, era até bonito, moreno de cabelo marrom e curto.
- Victor? O que está acontecendo? – Diz o estranho
Victor se aproxima do estranho e o abraça. – achamos que estava morto.
- Quem é o forasteiro? – pergunta o líder
- Me chamam de Bob, eu sou paren...
- Você veio aqui ontem à noite e matou 14 pessoas! – notava-se o ódio na face do líder
- Senhor, não pode ter sido ele. Alguns dos mortos eram nossos parentes e ele não faria isso.
- Eu não fiz nada, não entendo o que está acontecendo, eu estava dormindo e acordei em meio a escombros e acorrentado, não sei como e porque vim parar logo aqui. O que está acontecendo? É uma guerra?
- Você é um monstro seu maldito. Entregue as suas armas!
- Juro que não sou.
O líder pega a espada das mãos de Bob e desembainha: - Se não é aquele ser como explica esse sangue? As mesmas roupas dele?
A espada estava bêbada em sangue e desacreditado e sem muita opção Bob deixa-se levar amarrado pelo líder.


Bob foi levado para um quarto pequeno e escuro, havia apenas uma porta e uma pequena janela no alto da parede da sua direita; dois caras armados foram deixados com ele. Bob estava amarrado com os pulsos separados. Os dois homens não estavam trêmulos, aparentemente não sabiam porque ele estava ali.
No fim do dia entra um homem de um metro e setenta e cinco, loiro, magro e dono de uma olheira esquisita. Era o líder, chega calmo e agacha perto a bob. – O que foi aquilo?
- Não sei do que está falando. Eu já disse, nem sei o que aconteceu a essa cidade.
- Quer que eu acredite nisso? Tudo estava lá, as correntes, a roupa, a espada. Aah!... Sabe o que são mortos vivos? Pois é, já sabe de tudo agora.
Bob rir e diz: - Mas eu não vi nenhum, você é louco, só pode ser.
- Eu apostaria que você matou muito deles, ontem à noite você limpou o perímetro próximo à muralha, obrigado. Agora diga o que é aquilo?
- Aquilo o quê? Você parece um doido.
- Aquela criatura que arrasou centenas de bichos e mutilou dezenas do meu pessoal?! Diz o líder explodindo em raiva e encarando o Bob.
- Sinto muito, não me lembro de nada após a minha internação.
- Internação?
- Isso não é do seu interesse...
O líder sai e a noite chega.
Pela manha entra uma mulher, era aquela loira, seu nome era Angélica, o que fazia jus a sua aparência. Bob ficou estupefato, era como se visse alguém que voltou dos mortos, mesmo que não houvesse motivos para pensar isso.
- Oi meu amor! - Disse ela em uma voz doce enquanto se agachava – Que bom que está bem, eu pensei muito em você. Lembra-se de ter me encarado? Assustou-me. - Ela sorrir
Bob abaixa a cabeça e sua expressão muda, agora seu olhar estava perdido sua face estava séria. Parecia raiva ou tristeza. A garota tenta arrancar que seja uma palavra dele, mas é em vão e só é interrompida quando entra o líder.
- Saia de perto dele meu amor, ele é perigoso. Eu volto mais tarde para terminar com você, Bob.

O líder tira Angélica de lá e pouco tempo depois a parede explodi e dois corpos são arremessados para fora. Era a tal criatura, mas agora sem o capuz e a única coisa estranha eram os seus olhos flamejantes que naquele momento atravessavam a alma do líder. Para alivio dele, ela salta em fuga e na aterrissagem derruba uma casa e em mais um salto ela some para a floresta. O líder passa a juntar um grupo para irem atrás do ser que agora tinham certeza que era o Bob. Ainda podiam ver os gritos e fúria dele que estava acabando com uns bichinhos na floresta. Quando o líder e seus homens chegaram viram a criatura caminhar, passava pelos mortos andarilhos e as suas cabeças explodiam sem que aquele ser mexesse um dedo. O líder dá a ordem para que atirem, mas novamente as balas não o afetavam, a criatura desvia seu caminho e agora vem em direção a ele e os outros que recuavam, mas o líder continuou ali parado sem demostrar medo. A criatura para em sua frente e aponta para uma montanha e diz: - mande alguém levar minha espada para aquelas pedras, não vá se não o mato e ela some em um salto.