domingo, 7 de julho de 2013

II - Ritual


  Pessoas iam e vinham em uma estepe e no alto estava Bianca. Parada e pensativa ao pé de um penhasco. Sua formação já estava para acabar, aprendeu o que pode ser ensinado sobre poções e magia escura e agora só lhe restavam mais duas coisas a fazer: comer e escolher seu inkrov.

 - Inkrov, nome esquisito. – Pensou ela.

 Os inkrovs são seres que compartilham pensamentos com os magos, eles geralmente são como mascote, mas ela estava decidida a escolher um de sua espécie, um humano. Teve seus pensamentos interrompidos por sua tutora, Anele. – lá vem essa velha alta, magrela, chata e feia. – palavras vazias já que era uma mulher linda e de aparência juvenil. – Vamos Bianca, é hora de juntar sua alma a do seu inkrov. Quem será? - Bianca saiu sem responder, mas pensou “não é da sua conta sua velha”.


Despair Cliff by Hyro
  Não havia um lugar exato para aquele momento, então Bianca criou uma esfera negra que não deixava ver de fora o que se passava lá dentro. Ela estava lá sozinha em meio a um vazio tremendo e pronunciando palavras que você não conseguiria entender. Parou e surgiu um rapaz naquela bolha, ela foi até ele que estava desnorteado e o pegou pelas mãos e disse: - Venha! É você mesmo. O guiou até uma mesa de pedra para o ritual, eles teriam que fazer um pacto de sangue em meio aos cânticos de Adele que agora também apareceu ali.

  Depois da noite estranha e com poucas horas de sono, Arthur se levanta e prepara-se para ir ao trabalho. “Ando muito solitário... Ao ponto de ter alucinações com uma garota. Caralho, parecia tão real”. Estava em seus pensamentos enquanto olhava suas olheiras no espelho do banheiro. Saiu para seu trabalho e em sua caminhada esqueceu da garota. Ele era bem esquisito, não pela sua aparência. Não era muito alto, mas não baixinho como uma garota, 20 anos, tinha cabelo castanho que às vezes caia pelos olhos, magro e moreno, na verdade meio amarelo.

  Em seu emprego, havia uma colega que ele não conseguia olhar, seu cabelo preto e longo o fascinava, sua pele morena era encantadora e seu corpo de dar inveja em qualquer deusa. Ele não sabia como falar com ela, por isso, só tendo contato quando ela lhe dava um boa tarde, mas nesse dia isso deveria mudar.

  Três horas da tarde e todos concentrados em seus afazeres em suas pequenas cabines. Um clarão amarelo toma a sala e um som de algo rasgando o céu seguido por uma explosão assusta a todos. Isso se repete por vários minutos, os leves tremores não deixa ninguém se mexer. Todos haviam parado e agora olhavam pela janela, não havia prédios próximos, então podia-se ver até o mar, mas o que chamou a atenção foram buracos enormes no céu, buracos de cor azul bem forte e borda prateada. O som de cornetas começam a soar e a atenção de todos se voltam para às estranhas rochas no chão, uma delas se move e rapidamente fica de pé. Não era uma rocha, era uma coisa verde, gigante, sua aparência era monstruosa, parecia um jacaré e com enormes dentes saindo da boca e apontando para o céu, possuía músculos titânicos e rugia, sua postura era semelhante a de um humano, ele correu ferozmente para um dos prédios ao longe e em um golpe o derrubou. O povo da sala ficou assustado, ninguém reagia. Eles só notaram as outras rochas, quando coisas aladas saíram dela, além disso, um enorme grupo se arrumava próximo as pedras.