quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Amargo sabor de humanidade

   Dessa vez, ou esse tipo de traição, não causou fúria ou fez surgir o que o senso comum espera, a dor.

   O que incomoda é perceber que alguém que valoriza e adora, apenas lhe enganava, mentia e manipulava, isso sim dói. Na verdade, não chamaria de dor, apenas me deixa atônito, como se algo fosse revelado e me leva a ver a merda que é a benevolência e a tirar o amor a humanidade do meu... digamos, filosofia de vida. Enfim, nada mais de segundas chances, nada mais de esperar algo de bom em outros, “todos tem algo bom para oferecer” nossa, que frase tola que saia da minha boca. Alguns são podres, puro lixo, não valem absolutamente nada, “mais amantes dos prazeres do que de Deus” rs religiosos... troca deus por honra.

   Não sei onde quero ir com esse texto, então está fadado ao fracasso, desculpe por quem leu, tchau.

sábado, 19 de outubro de 2013

Paz Ateísta (Utopia)

(BAD RELIGION - ATHEIST PEACE)

A paz. Nenhuma ideologia ou "-ismo" que a propôs a conseguiu ou talvez com pouco sucesso. Na verdade, é mais comum que consigam o contrário. Talvez porque a paz não esteja em primeiro plano, talvez por intenções segundas por trás. Mas enfim, para conquistar a tão sonhada paz, uma harmonia entre toda humanidade, seria necessário ações que de todos que levasse a isso com o desejo puro e simples de tê-la, todos fazendo e querendo apenas ela, sem ideologias, uma paz ateísta.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

III - A Fúria Negra



CONTINUAÇÃO


pokemon 135 by Akarui


   Alexandre e Cláudia conversavam em um restaurante. Observam tudo que se passa por fora, através de uma vitrine. 

- Tive um sonho estranho, Alê. 
- O Arthur de novo minha branquinha? Precisa resolver essa paixonite logo.
- Paixonite? Se respeite seu preto. Ele estava com problemas, me deixou preocupada, então, sonhei com ele.
- Sim, preocupação demais, mas continua.
- Sonhei que andava por uma floresta e eu seguia por uma estreita trilha...

   Claudia segurava um bastão maior que ela. Se esgueirava com facilidade entre os galhos já que tinha o corpo esquio e pequeno. Estava escurecendo quando chegou em mata aberta.

   O local parecia ter passado por um recente incêndio. A frente de Claudia havia uma espécie de altar, bem simples, uma mesa de pedras negras com inscrições estranhas e sangue por cima. Claudia ficou parada uns instantes e segurava cada vez mais firme o bastão, fechou os olhos com força, como se engolisse uma cólera, uma raiva que despertou com um grito “sua desgraçada” e com toda fúria e força saltou e golpeou o altar que se partiu inteiro. Seu cabelo loiro caiu sobre o seu lindo e perfeito rosto. A sua fúria virou expressão de desprezo: - rum! É isso que merece.

   Já era muito tarde e ainda não havia aprontado o acampamento então fez apenas uma fogueira e comeu umas maçãs que estavam na bolsa. "Acorde! Acorde!" Era manhã quando essa voz ecoou. Ela acordou em uma jaula e estava sendo levada por criaturas esquisitas. Alguns eram lobos e alguns felinos, todos bípedes e de estatura humana.


- Hã? Mas o que é... - Cale a boca sua gleidiana maldita. Como ousas destruir o templo ao ódio?! – disse o baixo estranho ser marrom que a cutucava e acompanhava à carroça que a puxava.
- Ei! Me soltem! O que querem?
- Vai pagar por seu crime.
- Máximos. Deixe o bicho em paz. – soou uma voz paciente e madura que parecia ser do condutor.

   Claudia seguiu viajem tentando escapar, mas em vão. A expedição cruzou uma estreita floresta até chegarem em um local com imensas árvores. Essas árvores pareciam ter habitações ao longo de seus troncos e nos grossos galhos. E eram,porém a sua cidade parecia ser principalmente embaixo, com várias casas de campo comuns e bares ou lojas. 

   A caravana parou. Um velho lobo entoou um cântico e com seu bastão para no ar fez a raiz de uma árvore se abrir onde Claudia foi imediatamente jogada e trancafiada. Dois guardas foram a sua única companhia até a noite cair.

   Vários daqueles seres, aparentando terem muita idade, apareceram e atrás deles um grande grupo com tochas. Claudia foi retirada da jaula e ficou sob guarda de um enorme felino bípede:


- Silencio – disse um velho lobo branco para o grande público – Criatura... decidimos o teu destino. Tu violastes o templo sagrado ao ódio, destruindo o portal sem nenhum respeito e piedade aos costumes. Condeno-te a morte pelo selo do dragão Sin. Ela gritou a sua defesa em meio aos berros de satisfação e ódio dos seres estranhos, mas não foi ouvida.

O guarda estende a mão dela. O velho pega com suas mãos uma pedra e põe sobre a palma de Claudia que grita como se aquilo fervesse em sua pele. O velho retira a pedra, a dor passa. Claudia olha para a sua mão e vê uma marca que volta a queimar; ela volta a gritar, mas não de dor e sim por ver todo o mal que já havia causado. Seu corpo começa a escurecer a partir de sua marca até ela ficar completamente obscurecida, como se tivesse sido queimada, e então caiu virando pó, esmigalhando-se.



- daí, então, eu acordei.
- Sabe? Adoro quando cria estórias só para me entreter. Amor escondido...
- Ah! Tá. O estranho nem é a estória e sim a marca.
                                                                                                                                                                Claudia mostra a sua palma a Alexandre. Era o desenho de uma criatura alada, branca, de 4 olhos, esplêndida. A atenção e curiosidade de Alexandre só é quebrada por estranhos tremores.