sábado, 15 de fevereiro de 2014

ARTHIUS - ENTROPIA MULTIVERSAL (II)

Aqui estou com mais um capítulo. Lembrem-se que a extensão do primeiro capítulo justifica-se pela necessidade em explanar os detalhes. Sem mais delongas...

CAPÍTULO II - BERÇO DO SABER



Começamos nosso caminho para Ninniera, passando por uma densa mata. Ao passarmos em frente á uma caverna avistamos alguns soldados perseguindo o que parecia um rebelde.

- Parem-no! Ele é um traidor! Informante de Ashtar! Gritou um dos soldados.

O fujão correu em minha direção. Eu não sabia o que fazer. Quando ele estava bem perto de mim ouvi o som de algo cortando o vento rapidamente... Eis que o rebelde tomba no chão já sem vida, com uma flecha de ouro cravada em suas costas.

- Isso era mesmo necessário? Perguntei.
- Assuntos imperiais não são da sua conveniência! Respondeu o soldado em tom arrogante.

Seguimos nosso caminho e eu não parava de pensar sobre toda aquela loucura... Filho de Arthius? Ashtar? Mundo Transcendental? Todas aquelas indagações sufocavam-me mas algo dizia que em Ninniera encontraria respostas.

Chegamos ao grande portão que dava acesso à capital e logo fomos abordados por guardas:

- Qual o motivo que os trazem até aqui?
- Respostas... Acho que esse é o lugar para tal.
- Simples e direto. Podem entrar. Que o conhecimento os guiem!

Faltaram-me palavras para descrever o que estava diante dos meus olhos. Aquela cidade era uma das coisas mais lindas que já tivera a oportunidade de ver. As casas tinham um belíssimo design medieval, as ruas eram cobertas de ouro maciço e os monumentos feitos de rubi, diamante e outras preciosidades. Apesar do rico acabamento presente no local, as pessoas levavam um estilo de vida deveras simplório. Eram contumaz reuniões nas praças para debates sobre novas descobertas e compartilhamento de opiniões. Os cidadãos eram inteligentíssimos e tratavam o saber como meta principal de suas existências.

A forma de governo era simples, porém muito eficaz. Havia um palácio no centro da cidade chamado "O Núcleo", onde novas leis e concepções eram discutidas entre o povo, sendo que tudo era intermediado por um líder. Ali também encontrava-se todo o capital intelectual do local, situado no Labirinto das Mil Palavras, construção antiga logo abaixo do palácio central cujo acesso era restrito em alguns setores por conterem informações que nem todos eram dignos de conhecer (pelo menos assim disseram-me).

O setor da agricultura era majoritariamente de subsistência e o solo favorecia o plantio. Ninniera parecia mais a projeção real de uma utopia, contexto praticamente impossível de aceitação.

Estava ansioso para visitar o monumento central e desvendar o motivo de estar passando por tudo aquilo. Desejava descobrir mais sobre quem eu realmente era, o mundo, Arthius, Ashtar...

Após horas folheando todos aqueles livros contendo análises e descobertas percebi que a questão, na verdade, era bem maior do que pensava e talvez um período de conflitos estava para chegar...
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Bem, chegamos ao final de mais um capítulo dessa loucura. Quanto tiver oportunidade posto o terceiro...