domingo, 16 de fevereiro de 2014

ARTHIUS - ENTROPIA MULTIVERSAL (VI)


CAPÍTULO VI – O “OUTRO MAORI”



- Candidato, um passo à frente!

Finalmente chegara minha vez no teste.

- Seu nome? Disse Kataru, direcionando-me um ameaçador olhar.
- Maori... Maori Mikashi, senhorita.
- Certo, Maori. Creio que já estás ciente do seu objetivo aqui. Caso consiga acertar um simples golpe em mim passará na etapa de recrutamento. Saiba que apenas três classificaram-se até o presente momento...
- Então permita-me afirmar que o quarto mostra-se diante dos teus olhos (não podia perder a compostura, mesmo sem esperança).
- Veremos se consegues manter tal convencimento quando lutarmos. Mal posso esperar!
- Não esqueça da Essência, Kataru. Do contrário, um golpe seu apagaria até as moléculas do garoto. Proferiu Vangladius, esboçando um sorriso.
- Que história de Essência é essa? Como assim? Perguntei.
- Simples. Receberá uma quantidade concentrada de Etherium, elemento usado pelas Entidades na criação das dimensões e deixado para os Guardiões como um legado, um presente pela lealdade ao ideal do equilíbrio multiversal. Tal composto molda-se com sua personalidade, portanto nenhum Guardião possui poderes idênticos, apenas a origem coincide. Tive a imensurável honra de receber minha parcela diretamente das Entidades... Disse Vangladius, trazendo uma esfera brilhante ao ponto de quase ofuscar a visão.
- No momento que a reação começar suas lembranças voltarão e o teu poder será determinado através da relação entre seu introspecto e sua mobilidade, ou equilíbrio de razão e ação, como queira definir... Disse Orochi, com uma expressão serena.

Caí no chão tamanha a dor. Sentia meu corpo queimar por dentro (ora, era febre Hu3Hu3Hu3). O sangue pulsava tão veloz que temia o estourar das minhas veias. Aquilo foi o mais próximo que já chegara da morte.

- É hora de acordar. Temos uma luta a vencer, chega de fazer corpo mole!
- Quem disse isso? Não estou desacordado? Como consegue falar comigo?
- Esperei por esse momento durante anos. A reação da Essência me libertara, por isso consigo falar-te diretamente. Ah, perdoe-me a grosseria, devo apresentar-me: sou Maori Mikashi, prazer em finalmente conhecê-lo.
- Só pode ser alguma piada de muito mau gosto! Esse é o meu nome, engraçadinho! Não tenho tempo para palhaçadas! Retruquei.
- Ainda não entendeste? Eu sou você, ou pelo menos parte. Resumo-me à representação de teu subconsciente que ganhara vida graças ao elemento. Infelizmente o tempo é curto para maiores explicações. Vá e mostre para aquela vadia que não somos de brincadeira! Sempre estive contigo, organizando seus pensamentos e acreditando em seus ideais. Com minha ajuda seremos invencíveis!

Mesmo lembrando quem era ainda continuava cheio de dúvidas. Subconsciente vivo? Etherium?

Levantei-me preparado para o embate... Aquela batalha certamente mudaria meu destino.

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O que aguarda Maori nesse conflito de identidade? Há outras “formas vivas” dentro dele? O que é real e o que é ilusório?