domingo, 16 de fevereiro de 2014

ARTHIUS - ENTROPIA MULTIVERSAL (VIII)


CAPÍTULO VIII – RECOMEÇO


Uma semana se passara após o teste de recrutamento. Agora como soldado Maori está aprendendo mais detalhes...

As patentes são determinadas pelo nível de poder do indivíduo. Os soldados são a base militar, composta por novatos em sua maioria. Os Elites formam o esquadrão especialista, sendo uma posição hierárquica acima dos soldados. Equipes de no máximo três componentes são comandadas por um “Overlord” – cargo de grande prestígio, apenas para os mestres da manipulação de Etherium – e o grupo deste elege um líder, o Grandmaster, cujo papel é governar toda a facção.

Acerca dos processos de transformação: os poderes são categorizados por estágios denominados auras. Soldados possuem uma aura que costuma variar do nível um ao três. Já os Elites alcançam a sexta. Overlords por sua vez chegam até a nona, sendo que em alguns casos desenvolvem a décima (geralmente o líder). Há boatos de um Guardião que administrou Arthius nos tempos de outrora ter liberado a décima primeira e última etapa conhecida: a dádiva das Entidades.

Características externas determinavam as mudanças, sendo simples a distinção entre os níveis. O próprio reino estrutura-se em conformidade com as seguintes divisões: ao extremo norte um majestoso castelo, feito do mais refinado Etherium, residência dos Overlords. Nos arredores o setor dos Elites, demarcado por enormes torres e casarões. Complementando o anel exterior temos o distrito militar, constituído de moradias simplórias e pontos estratégicos de vigia. Por último a área civil, situada fora dos muros da fortaleza (Arthius não era uma unidade exclusivamente bélica).

Haviam seres virtuosos que não eram dotados de perícia em combate mas contribuíam com o desenvolvimento geral. Entre estes sábios, inventores, cientistas e a comunidade trabalhista. O comércio era próspero graças ao alto nível tecnológico. Pontos de teletransporte conectavam Arthius às diversas regiões dos universos. A vida da população era pacífica, regrada de cultura e informação (o acervo total dos centros de pesquisa era de uma magnitude deveras superior).

Após folhear livros diversos descansei para treinar no dia seguinte. Como não haviam tutores na base militar cada um desenvolvia-se da maneira que achava conveniente. Decidi dedicar-me ao aperfeiçoamento mental, melhorando habilidades defensivas e manipulação empírico-dimensional.

Seis malditos meses exaustivos se foram. Procurei descobrir mais sobre a arte das sombras e como controla-la. Achei até o lugar ideal: o templo em homenagem ao Mastermind – Entidade do poder – numa região mas remota do reino. Era uma construção sagrada protegida com selos restritos de altíssimo escalão. Apenas os híbridos tinham a permissão de entrada.

Pergaminhos lacrados e inscrições antigas lotavam os vários salões. Pelo que constava nas paredes uma aura de nível quatro outorgava ao indivíduo o acesso aos escritos com os lacres mais fracos. Depois de tanta preparação desistir não estava em meus planos. Perdia-me em indagações enquanto perambulava pelos corredores adjacentes. A solidão estimulava minha ânsia em desbravar aquele oceano de segredos...

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Conseguirá nosso jovem Maori desvendar os segredos do templo?