quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

ARTHIUS - ENTROPIA MULTIVERSAL (XI)

Bem, aqui estamos em mais um capítulo (ainda me pergunto como fiz um sonho render tanto rs). Já comentei o quanto é difícil descrever uma luta? ;-; Enfim, direto ao que interessa...
- José Carlos


CAPÍTULO XI – DUELO FANTASMA




- Vamos dar início ao segundo confronto!

Hallstar era favorito. Ninguém realmente acreditava que um humano chegaria ao nível Elite. Já estávamos posicionados no centro, com a torcida gritando o nome do meu adversário. Era um pouco frustrante pelo barulho. Não dava importância por torcerem contra mim.

Vangladius autoriza o começo da luta. O momento de testar meu potencial havia chegado. Primeiramente fiquei na defensiva, analisando o estilo de combate e as técnicas do meu oponente. Ele não era muito veloz, mas tinha uma força colossal. Um golpe certeiro seria deveras problemático.

Procurava uma abertura para um possível contra-ataque. Quando pensei tê-lo atingido com a guarda baixa fui surpreendido com sua habilidade especial, a conversão metafísica, onde o usuário transforma todo seu corpo em Etherium e altera sua propriedade, tornando-se intocável como um fantasma. Só que aí reside o grande trunfo: ele ainda podia golpear-me, caracterizando uma vantagem considerável em demasia.

O desgraçado acertou-me em cheio no estômago. Voei uns vinte metros até desabar no chão. O público foi ao delírio. Olhei para a bancada onde estavam os Guardiões... Asuka esboçava seriedade, como quem esperava mais de mim. Vangladius tentava me encorajar.

- Deves descansar um pouco. Precisamos conversar.
- Quem é você e que lugar é esse?
- Já nos falamos antes, Maori. A diferença é que agora consegues me ver. Aqui é sua mente, pelo menos em uma parte dela.

Meu subconsciente trajava uma capa preta. Seu rosto era coberto por uma máscara cheia de inscrições esquisitas.

- Só um momento... Se estou contigo então o cara lá fora lutando...
- O seu ego. Ele é a representação viva das sensações acumuladas durante os momentos adversos: ódio, rancor, desprezo, raiva...
- Acho que já saquei. Vocês são como forças opostas que mantêm o equilíbrio das coisas neste “mundo”, certo?
- Exato. As tendências impulsivamente destrutivas do ego são suprimidas em suma pela razão. Isso aplica-se também aos outros, obviamente. Cada ser é um multiverso resultante dos seus próprios conflitos existenciais entre o primitivo e o racional, em termos simplórios.
- Faz sentido, pois os que não valorizam a razão geralmente são mais imbecis e ignorantes.
- Por enquanto é o bastante. Pedirei para o ego retornar e nos relatar acerca de algo útil para o nosso triunfo.

Encontrava-me novamente na arena. Parece que meu lado obscuro “segurou as pontas”.

- Preste atenção, donzela! Talvez manipulação seja eficiente contra Hallstar. Esse cara é meio retardado. Proferiu uma voz idêntica à minha, só que em um tom rouco.
- Ah, tentarei isto então. E donzela é a sua irmã, seu viadinho (homofobia mimimi). Depois trocamos ofensas, temos uma luta para vencer.

Meu oponente veio com tudo, apostando em um golpe direto. Aproveitei o momento e usei uma técnica ocular de controle mental.

- Eu... desisto!!!

A multidão ficou chocada com o grito “dele”. O silêncio imperou.

- Chupem essa, filhos da puta. Fiz um sinal mandando a plateia permanecer calada.

Grande parte dos Guardiões olhavam-me espantados. Vangladius sorriu, certamente ciente do que ocorrera...

- Está vendo, Vashirah? Aquele garoto possui talento. Manipulou totalmente o Hallstar, fazendo-o jogar a toalha. Não ficarei surpreso se em pouco tempo ele ascender ao nível Overlord.
- Sim, Vangladius... É realmente um híbrido formidável. Observarei atentamente seus passos.

Um intervalo de um dia foi concedido para os preparativos da grande final. Decidi ir ao templo refletir um pouco e ter uma conversa com meu ego.

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Quais serão as novas descobertas? O que o lado sombrio tem a dizer?