quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

ARTHIUS - ENTROPIA MULTIVERSAL (XIV)

Relatem caso presenciem possíveis erros (reviso os textos diversas vezes, entretanto a perfeição é uma dádiva longínqua).
- José Carlos


CAPÍTULO XIV – OS MESTRES




Os Overlords avaliaram o desempenho dos participantes no torneio. Apenas Hallstar foi reprovado. Após a cerimônia de aprovação nos convidaram à Égide Holística - local onde acontecem as reuniões entre as altas patentes – para conhecermos mais sobre a gestão do clã e afins.

Uma imensa mesa redonda ficava no centro do local. Os Guardiões eram tão metódicos que os tronos variavam de aparência e tamanho em conformidade com a graduação do indivíduo, sendo que os membros tinham os nomes gravados em seus respectivos lugares.

Vangladius deu início comentando acerca de políticas bélicas, alianças, planos de desenvolvimento, termos administrativos e a visão geral das outras facções em relação ao reino. Saoru complementou acerca da dificuldade presente nos novos objetivos e da dedicação necessária visando cumprir tais tarefas.

Depois de um extenso compartilhamento de ideias fomos até o salão de confraternização descontrair um pouco. Nunca fui de conversa fiada, então fiquei em uma das janelas apreciando a vista. Para minha surpresa os Overlords vieram me cumprimentar:

- Ora, se não é o espadachim manipulador! Exclamou Vangladius.
- Olá, senhor. A visão daqui é ótima...
- Senhor? Formalidades são desnecessárias. Somos todos poeira das estrelas! Vangladius riu.

O Grandmaster usava uma capa preta e uma máscara, deixando apenas os olhos – que mais pareciam vórtices – transparecerem.  Possuía uma notável altura, beirando os dois metros.

A Vashirah exibia belos fios castanhos, trajando um longo vestido dourado. Uma venda branca com inscrições aparentemente bloqueava seu campo de visão. Dotada de uma indescritível beleza, cobiçada por grande parte dos Guardiões. Sua fala serena demonstrava proporcional delicadeza e inteligência, justificando o cargo de estrategista do clã. O verdadeiro nível de poder dela é uma incógnita deveras misteriosa (boatos afirmam que ela é uma Entidade que optou viver em um plano alternativo, precisando assim controlar sua força para não destruir universos inteiros).

Lá também, “Ice” – seu nome mesmo era Sophitia – com profundos olhos azuis e cabelos brancos. Sempre portando armadura e espada glaciais. Conhecida por sua frieza e crueldade perante aos adversários.

Saoru encarava-me seriamente. Estava de uniforme preto. Avistei uma garota sentada ao fundo do salão:

- Quem é aquela? Logo perguntei ao líder.
- Ah, a Shienn? É a nova Overlord. Não é muito sociável, porém bastante habilidosa. Uma Nephilim formidável!
- Então a presença no templo...
- O que tem esse lugar?
- Nada, esqueça. Grato pela informação.
- Disponha.

A novata tinha um penetrante olhar rubro e fios negros. Segurava um cajado cheio de olhos e um ornamento cobria sua testa. Sinistra até os ossos.

- Pelo visto és o único homem dentre os mestres...
- Haviam mais. Uns foram destruídos em combate, outros atualmente são “Darklords”.
- Darklords?
- Sim... Seres poderosos, leais aos ideais de Ashtar. Constituem o alto escalão da Cúpula Negra.
- E quantos deles existem?
- É justamente isto que investigamos. Ainda não sabemos ao certo, todavia acredito estarmos próximos de uma resposta concreta. Melhor assim, quem não gosta de um harém? Vangladius riu.

Após a confraternização outra reunião foi realizada para a definição dos times. Blossom e Asuka ficaram sob a tutoria da rainha, enquanto me direcionaram ao grupo da Saoru e de sua irmã. Outros Elites já preenchiam vagas em outras equipes, contudo os mesmos se ocupavam em missões.

Aprendi acerca dos critérios envolvidos nas tarefas diversas. Éramos encaminhados de acordo com nossas especialidades. Meus objetivos, em suma estratégicos, englobavam coleta de informações, infiltrações silenciosas e coisas do tipo. Tudo tornara-se complicado e deveras diferente da minha época de soldado com simples afazeres de vigia, entrega e reconhecimento. Um mísero erro poderia custar minha vida...


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Será Maori vítima das peripécias do acaso?