quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

ARTHIUS - ENTROPIA MULTIVERSAL (XV)

Ainda não terminei a estória, todavia acredito estarmos no meio do caminho. Se você gostou dos capítulos anteriores então sugiro que continue acompanhando (sugestões são sempre de bom grado). José Carlos


CAPÍTULO XV – DÁDIVA DO AMANHÃ



Começamos nossa viagem em direção à Victoria – ao oeste de Osroath – com o intuito de realizarmos nosso objetivo. As irmãs caminhavam juntas enquanto eu investia um pouco da minha atenção nas belas paisagens do caminho.

- Você é calado assim mesmo? Indagou Saoru, tentando puxar assunto.
- Mais ou menos, mestra.
- Não seja tímido, garoto! Kataru sorriu.
- Mantenham o foco, por favor. Um relatório satisfatório é garantia de relíquias poderosas.
- Já olhastes ao redor? Estamos em uma aventura!
- Chame do que quiser, garota. Não dou a mínima.
- Só consegue pensar em poder? Kataru demonstrava sinais de irritação.
- No momento é a única coisa que realmente possui importância, ao contrário deste seu discurso medíocre e irritante.
- Como alguém assim pode ser escolhido pelo Etherium?
- Engraçado. Acabei de pensar o mesmo. Se quiser te mostro o porquê aqui e agora!

Saoru interferiu ao sentir o clima tenso reinando no ar. Parece que a rivalidade de oito capítulos atrás ainda queimava dentro dos jovens. Cruzando o horizonte desconhecido finalmente chegaram à Glasnost, capital de Victoria, famosa no mundo transcendental por seu fantástico aparato culinário. Decidiram parar em um restaurante para discutir os detalhes da missão bem como apreciar alguns pratos:  

- Segundo a descrição há suspeitas da atividade de possíveis membros da Cúpula Negra nos arredores.
- Uma reunião ou algo do tipo? Perguntei.
- Isso é o que devemos descobrir.

Mais tarde fomos até a região montanhosa do local – suposta base operacional inimiga – quando avistamos ao longe alguns seres usando capas pretas. Tentamos a aproximação silenciosa visando averiguar melhor a situação:

- É Orochi, ele está ali. Mas quem são os outros dois? Disse Saoru.
- Também não sei. Vamos apenas observar, por enquanto.

No cume da montanha os seguidores de Ashtar conversavam:

- Precisamos encontrar um método eficiente. Aquele reino maldito deve sucumbir!
- Paciência, meu caro. Não podemos simplesmente organizar um exército e atacar. A questão não envolve apenas estratégia. A oportunidade é um excelente trunfo se usada corretamente (ui, moleque filósofo).
- Aqueles Overlords representam um problema e tanto, principalmente a Vashirah. Os boatos sobre o poder oculto dela...
- Ela não é de nada!
- Seu tolo!  A pauta do assunto é a mulher que expulsou sozinha o próprio Imperador de Arthius!
- Isso sem mencionar os “olhos”.
- Sim...
- E se procurarmos alianças?
- O prestígio deles é deveras considerável. Ademais, nenhuma facção deseja afundar a reputação na lama juntando-se conosco. Orochi detinha certa propriedade nos pronunciamentos.
- Com a cooperação da Lilith seria fácil, pelo menos...
- Não é sua relíquia suprema, mestre?
- Era. Desvinculou-se de mim após a rebelião (sim, relíquias possuem vontade própria). Aprisionei-a num denso abismo longe daqui como punição.

Os tagarelas sentiram a intenção assassina da Saoru e acabamos descobertos:

- Parece que temos visitas. Mostrem-se, intrusos!
- O que faremos, Orochi?
- Deixem comigo. A reunião acabou, dispensados. Encarregar-me-ei de entreter nossos convidados.

Os estranhos desapareceram em raios negros, ficando apenas o antigo Overlord:

- Ouvindo conversas alheias... Coisa feia, tsc.
- Soa até engraçado partindo de um traidor! Disse.
- Então as mocinhas querem lutar? Pois bem.
- O que está esperando? Paralisou de medo? Falou Saoru, já com sua espada em mãos.
- Não precipite-se, irmã! Ele fora seu tutor em outrora. Devemos trabalhar em conjunto. Proferiu Kataru, claramente preparada.
- Nunca pensei que diria isso mas concordo com a Kataru. Vou adorar espancar esse baitola (homofobia mimimi)!

Um grande embate terá início? Qual será o resultado?