sábado, 26 de abril de 2014

ARTHIUS - ENTROPIA MULTIVERSAL (CURIOSIDADES)

ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS VIOLENTOS! SÓ LEIA CASO JÁ TENHA TERMINADO A ESTÓRIA.


Olá, pessoas. Como prometido explicarei alguns aspectos curiosos da história, bem como o étimo de certas nomenclaturas e denominações.

De onde veio o nome Arthius?

Arthius é o nome do exército que você cria para se rebelar contra o império no modo Chronicles Of The Sword no jogo Soul Calibur 3.

Qual a procedência do nome dos personagens?

Maori Mikashi: é um anagrama resumido de uma suposta versão japonesa do meu próprio nome.

Asuka: acho que escolhi esse nome por achar legal, se bem que o mesmo também corresponde a uma personagem do Tekken.

Blossom: termo em inglês que significa flor, fazendo jus às habilidades da mesma.

Sophitia (Ice): Sophitia é uma personagem do Soul Calibur 3. Ice é o resultado de sua fama pela frieza.

Vashirah: essa escolha foi peculiar. Desde o início planejei tal personagem como uma figura transcendental, superior. Decidi fazer alguma referência mística para adaptar ao contexto da estória, por isso Vashirah (variação de Shiva, um dos deuses da trindade hinduísta, a trimúrti). Shiva é sempre abordado como uma divindade da destruição e transformação (mais uma referência aos poderes da guerreira).

Kataru e Saoru: esses não exigiram tanta criatividade. São respectivamente variações de uma única letra das personagens Katara (Avatar) e da Saori (CDZ).

Heavydark: homenagem ao meu amigo sapeco Ted Nuce, o qual joga de arcano no Perfect World. rs

Wooly: nickname de um amigo antigo da época que jogava Perfect World, sendo que ele também era arqueiro.

Rest: termo em inglês que significa descanso, repouso.

Cassandra: Mais uma referência ao Soul Calibur 3. No jogo, Cassandra é irmã de Sophitia.

Illyasvel: nickname de um amigo distante da época de Perfect World.

Vangladius: esse nome foi e não foi inventado. “Van” é um prefixo comum para lordes e donos de castelos majestosos. Juntei com o “gladius” e gostei.

Nivev: totalmente inventado.

Ashtar: um dos vilões de um dos jogos que marcaram minha infância, o Ninja Gaiden 2.

Hallstar: apesar de inicialmente não possuir a intenção, percebi que tal nome tinha um trocadilho maldito. Hall equivale a salão e star significa estrela, resultando em algo como “estrela do salão”, o que encaixou perfeitamente com o contexto no qual tal personagem aparece (luta no coliseu onde todos o aclamavam).

Mastermind: algo como a mente suprema, o detentor da sabedoria.

Lilith: Abordada nos apócrifos como a primeira mulher a se rebelar contra a suposta vontade de deus em fazê-la submissa em relação ao homem (Adão). É um dos grandes símbolos do orgulho e da revolução no conto judaico-cristão ao lado de Lúcifer.

Orochi: referência direta ao personagem de mesmo nome no jogo The King Of Fighters. Na trama do game ele é um mensageiro de deus que desperta a cada 1800 anos para destruir a raça humana. Muitos cobiçavam o poder divino de tal criatura, pagando até a própria sanidade e grande parcela da expectativa de vida como moeda de troca.

Shienn: derivação do nome Irinnen (sim, usei a porra da cidade) com o personagem Shion do The King Of Fighters (não me pergunte o porquê de escolher um andrógeno como base para nomear uma mulher).

Laisy: digamos que esse nome é proveniente de uma história breve de amor e ódio quando eu era um pequeno pensante de 14 anos, mas prefiro não entrar em detalhes... (Por isso a ligação do contrato de morte e tals)

Shadow: uma força das trevas, uma “sombra”.

Esthern: originalmente era pra se chamar Esther, mas daí coloquei mais uma letra.

E quanto às definições gerais? Os lugares?


Etherium: variação do termo “Ether”, elemento misterioso responsável pela formação da massa escura do universo no jogo Castlevania Curse Of Darkness.

Nephilim: variação do termo nefilim, abordado na mitologia cristã como “caído”, “impuro”, “desertor”. Outras referências apontam tais seres como gigantes, híbridos ou “aqueles que do céu desceram à Terra” (epopeia de Atra Hasis). Na estória um Nephilim é o conhecedor do bem e do mal, responsável por manter o equilíbrio multiversal.

Marejeira: mistura de maracujá (minha fruta preferida) com cerejeira. Por isso na estória as marejeiras são variações de cor avermelhada do maracujá que crescem em árvores.

Labirinto das Mil Palavras: totalmente inventado. Simplesmente gostei do nome...

Égide Holística: uma espada lendária fincada numa pedra. Isso te lembra algo? Inicialmente se chamaria Távola Holística, mas mudei na última hora para não parecer tão óbvio.

Overlord: algo como “lorde supremo”.

Grandmaster: mestre supremo, ou algo do tipo.
Ressoar Crescente: mais uma referência ao Perfect World, tanto pelo nome quanto por estarmos falando de uma orbe.

Storn: nome totalmente criado.

Ninniera: é tão idiota que se eu explicar vocês não entenderiam. “Piadinha” interna entre irmãos.

Sedna: existe um planeta descoberto com este mesmo nome se não me engano.
Varsaroth, Osroath, Glasnost e Victoria: Lembram que a estória originou-se de um sonho que tive? Esses foram alguns dos nomes que apareciam no mapa.

Cúpula Negra: o nome por si só já se explica. Um pouco clichê até... rs

Irinnen: derivação distorcida do nome de uma das garotas mais vagabundas que já tive a oportunidade de conhecer.

Ryujin: referência à Ryujin Jakka, a espada incineradora do Comandante Genryusai do anime Bleach.

Samehoshi: provém da Samehada, espada do Kisame no anime Naruto.

Densyt: tão óbvio.

Shadowgard: seria algo como “terra do Shadow”.

Arijigoku: termo que aparecia na tela quando você caía no olho de um redemoinho de areia no jogo Challenger.


Aspectos curiosos da estória:

- A criatura que surge no primeiro capítulo é a mesma do Yu-Gi-Oh (sim, aquela porra medonha apareceu no meu sonho).

- Sabe o enigma do quarto capítulo? Ele existe, só que na “realidade” quem pergunta é uma esfinge (decifra-me ou devoro-te e blá blá blá).

- O “mascarado” e o “ego” são representações das nossas próprias batalhas internas.

- “Isso... Esse garoto arrogante possui poder demoníaco!” Essa fala do oitavo capítulo é uma referência direta ao jogo Devil May Cry 4, quando descobrem acerca dos poderes de Nero.

- Após o capítulo 18 havia a possibilidade de Maori revoltar-se com os Guardiões por um suposto abandono, surtando e querendo destruir os dois lados.

- Apesar de o antagonismo girar em torno de Ashtar, ele não foi idealizado como o vilão principal.

- O diálogo entre Ashtar e Illyasvel, no começo do capítulo 21, é baseado na cena de abertura do Ninja Gaiden 2.

- Maori e Asuka deveriam se beijar no vigésimo primeiro capítulo. Decidi reescrever por medo que ficasse muito meloso.

- Mesmo a estória revelando apenas o nome de uma das Entidades eu já tenho em mente o nome de todas, caso um dia eu continue o conto (são cinco, só para salientar).

- Arthius, acidentalmente, virou o resultado da mistura dos nomes dos fundadores na estória (o reino se chamaria Arthius mesmo que eu escrevesse um contexto totalmente distinto).

- Para quem ainda não sacou: as últimas palavras sussurradas pela Asuka no capítulo 28 foram “eu te amo”.

- Eu planejei inicialmente um final feliz para nosso jovem e a ruivinha, mas queria manter a carga real que coloquei desde o começo então criei mais dor e sofrimento para amadurecer o personagem. Quem sabe não o preparei visando algo além?

Até a próxima (ou não)...

sexta-feira, 25 de abril de 2014

ARTHIUS - ENTROPIA MULTIVERSAL (XXX)

Sim, este é o último capítulo (não chorem). Ainda haverá mais um texto especial, no qual comentarei acerca da origem dos nomes e curiosidades diversas da trama.


Considerações finais do Autor

Nem acredito que chegamos tão longe. Este conto representou um enorme desafio para mim, já que não estou acostumado a elaborar textos. Fiquei deveras satisfeito com o resultado, portanto espero ter atendido as expectativas dos senhores.

Não prometo nada, mas quem sabe um dia não faço uma continuação?

Caso seja do agrado comentem acerca da visão geral da estória, personagens, a forma como os eventos foram descritos, enfim... o que achou dessa loucura toda. Algum capítulo em especial para destacar?


CAPÍTULO XXX – SEGUINDO EM FRENTE



- Finalmente acordaste, garoto.
- Onde estou, Shienn?
- No centro médico. Unidades de busca encontraram você desacordado na região comercial, próximo a um armazém.
- Por quanto tempo dormi?
- Uns três dias.
- Nossa! E a guerra?
- Acabou, pelo menos temporariamente.
- Entendo. Alguém forneceu detalhes acerca do meu estado?
- Pelo que consta no relatório suas auras encontram-se seladas. Qualquer traço de poder foi neutralizado.
- Parece que paguei o preço. Maori riu.
- Atitude tola, porém essencial na proteção do nosso reino. Alguns reconheceram o esforço aclamando-te como herói, já outros se recusam a acreditar...
- Tanto faz. Muitas baixas?
- Uma parte considerável da base militar, dois Elites e até um Overlord.
- Não... impossível! Nomes?
- Kataru e Heavy dentre os especialistas. Em relação aos tutores foi a Saoru que pereceu. Minhas sinceras condolências.

Maori sentiu severamente a dor causada pela guerra. A luta das garotas contra Nivev ocasionou um desastroso fim e a morte do seu amigo humano levou nosso jovem a refletir acerca da fragilidade do existir.

- Alguma notícia da Asuka?
- Sim. Ela está no segundo setor deste mesmo centro, recebendo cuidados especiais.
- Gostaria de vê-la...
- Vamos então. Permita-me acompanhá-lo.

Mesmo caminhando com certa dificuldade não hesitei em alcançar meu destino. Ao chegar na sala encontrei a Ice e a Blossom ao lado do leito onde a ruiva repousava. A expressão de tristeza no rosto das garotas era claramente visível. Asuka direcionou seu olhar e sorriu para mim, ficando inconsciente logo após. Memorizei seriamente aquela cena. Era certamente um adeus. Virei-me e parti, deixando o silêncio como a resposta mais plausível.

Ainda sem pistas da Lilith e do mascarado busquei refúgio na floresta ao fundo do castelo. Meu psicológico, deveras abalado, não organizava pensamentos de forma eficiente. O vasto oceano de questionamentos residente em mim parecia banhado com sangue, morte e destruição.

- Sabia que estaria aqui.
- Vashirah? Qual o motivo de tua presença?
- Soube da tragédia em sua equipe... e da Asuka...
- Se veio consolar-me...
- Não é isso. É tolice se lamentar pelo que passou. Ademais, a ausência de vida deve ser tratada como um momento de reflexão acerca das contribuições do indivíduo que perecera.
- Partilhamos do mesmo ponto de vista, aparentemente.
- O fato é que o ataque inimigo foi deveras calculado, algo imprevisível até para a Cúpula.
- Tive uma similar impressão.
- Algum palpite? Vashirah expressou curiosidade.
- Sim. Desconfio da possível existência de uma grande mente manipulando tal organização.
- Por que levantas esta hipótese?
- Basta ligar os pontos. Primeiramente Ashtar estava ausente. Além do mais, quem garante que isso não passou de um teste?
- Nem sequer sabemos quantos Darklords realmente existem...
- Pois é. Certamente é apenas o começo. A verdadeira ameaça vai muito além de defender as muralhas deste reino ou destruir os que seguem Ashtar...
- Espero que estejas pronto. O futuro será tortuoso, cheios de fardos e dor. Boa sorte, garoto. Cuide-se!
- Igualmente, senhorita.

Vashirah despediu-se e continuei a admirar a bela vista, pensando em minha árdua jornada até então. O amanhã sempre reservará mistérios, não importando o quão experientes ou poderosos somos. Fim? Nada nunca termina, nunca...




ARTHIUS - ENTROPIA MULTIVERSAL (XXIX)

A reta final da estória se aproxima. Não sei se conseguirei elaborar um desfecho épico ou algo do tipo. Enfim...


CAPÍTULO XXIX – EPÍLOGO?



- Trago-lhes um singelo presente do próprio imperador: o Ressoar Crescente! Tremam diante tamanha onipotência!
- Atenção todas as unidades! Preparem suas formações defensivas imediatamente! Vangladius parecia ciente da ameaça.
- O que é aquilo? Perguntei.
- Uma relíquia lendária.
- Qual a diferença para um ornamento convencional? Ela é tão perigosa assim?
- Exatamente. Um artefato tende a evoluir juntamente com o respectivo usuário, só que quando o indivíduo alcança a última aura o potencial oculto de seus equipamentos vinculados é liberado, justificando sua periculosidade.
- Então Ashtar é certamente o responsável pela criação. Opções?
- Sincronizar nossas energias visando edificar uma barreira cuja resistência salve o reino da destruição!
- Ou não permitir que ele use tal armamento. Com todo respeito, Grandmaster... estamos falando de poder absoluto! Não cruzarei os braços à espera do fim! Maori levantou voo.
- Garoto, volte!

O grito do líder não intimidou as convicções do jovem Elite. Ele percorria os céus confiante em seu triunfo, procurando afastar o temor da morte. Eis que um lapso de consciência lhe atinge:

“Muitas destas técnicas foram proibidas devido aos danos colaterais. Utilize-as somente como último recurso!”

- Obrigado, Shienn. Maori sorriu.
- O que tens em mente?
- Perdão, Lilith. Preciso de um último auxílio. Queimarei minha Essência para erguer um escudo antimatéria de nível onze!
- Ficaste louco? O preço a se pagar é caríssimo! Por que você? Por que tal sacrifício em prol daqueles que tanto te odeiam e discriminam?
- Eu deveria estar morto, mas a Asuka derramou sangue por mim. Não quebrarei a promessa que fiz. Ela é o motivo de continuar seguindo em frente! Não permitirei que nenhum desgraçado manche a história do reino!
- Entendo o que sentes... e é recíproco pelo que notei. As últimas palavras dela foram bem claras.
- Agora não é o momento de ser piegas. No mais, agradeço. Sua participação crucial proporcionou esta oportunidade...

Illyasvel encontrava-se no céu aparentemente preparado para o ataque final. As forças inimigas realmente confiavam no poderio daquela esfera, visto que os regimentos adversários já haviam recuado.

- Sinto em dizer mas essa putaria acabou!

A voz ecoou pelos ares como um estrondoso trovão, anunciando a chegada do provável salvador de Arthius.

- Qual o seu problema, moleque? Não sabe a hora de desistir?
- Você tem essa voz de viadinho mesmo ou é apenas impressão? (Homofobia mimimi)
- Deveras ousado... A arma está com o nível de energia completo. Desapareça junto com este bando de lixos! MORRA!
- Talvez isso seja um adeus... ESCUDO ANTIMATÉRIA!

Um imenso clarão dominou o local. Poucos enxergavam um magnífico prisma, perguntando-se do motivo de tal eventualidade.

- Então esse é o poder supremo... nunca esquecerei desta maravilhosa sensação, mesmo que tão efêmera. Maori combatia ferozmente a massiva quantidade de poder.

Uma cataclísmica explosão enfeitou os céus, podendo ser vista em todo Mundo Transcendental. A população sequer tinha um palpite lógico que justificasse o cenário:

- Olhem! Exatamente onde fica Arthius!
- O que será que aconteceu por lá?

Maori conseguiu salvar Arthius? O reino foi destruído?


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Próximo capítulo é o último AeHOOOOOOOOOOOOOOOOO!

ARTHIUS - ENTROPIA MULTIVERSAL (XXVIII)

CAPÍTULO XXVIII – DESPERTAR




O sangue escorria enquanto o tempo parecia estático. Maori era alvo certo, mas alguém o protegera:
- Asuka... Por quê?

A guerreira desabou ao chão. O jovem híbrido a acolhe em seus braços:
- Vamos, reaja!
- Lembra que eu tinha algo para te contar? Asuka falava com dificuldade.
- Não se esforce muito. Deixemos isto de lado por enquanto.
- Talvez não haverá outra oportunidade então falarei...

A ruiva tombou inconsciente após sussurrar algumas palavras. Maori a abraçou como uma despedida. Esthern demonstrava indiferença ao presenciar a situação de sua própria filha:

- Ela morreu! O que faremos? Disse Blossom, claramente assustada.
- Ainda temos chance. Leve-a até a unidade do Rest, imediatamente!
- Não posso deixar você sozinho!
- Não se preocupe, tudo ficará bem. Apenas vá... O tom na voz de Maori mudou drasticamente.

Blossom confiou o destino daquele embate ao seu companheiro Elite e partiu, buscando a salvação de sua amiga.

Heavy quebrou as defesas inimigas, alcançando o campo principal. Núcleos de energia despertaram o interesse do arcano:
- O que são essas coisas? A leitura difere totalmente de tudo que já vi.
- Tolo, morra!
- Hã? Quem dis...

Antes mesmo de terminar a fala uma imensa explosão abalou o local. Uma das armadilhas de Illyasvel.

Maori estava concentrado, não obstante a esmagadora desvantagem.

- Enfim sós, vadia!
- Menos papo e mais ação, por favor.
- Seu desejo é uma ordem!

Aquela surpreendente velocidade permitiu ao jovem Guardião pegar sua adversária com a guarda baixa:

- Impossível! Desgraçado, como ousa me ferir o rosto?
- Não faço o tipo exibicionista. Agora que estamos sozinhos posso liberar todo meu poder. Achas que derrotei Orochi por pura sorte? Curve-se implorando pela minha piedade e talvez eu poupe sua vida! Proferiu Maori, com um olhar gélido.
- MALDITO!!!

Esthern, tomada pela raiva, investiu de forma aleatória e irracional. Maori detinha o controle do cenário:
- Consegui copiar suas técnicas graças à interrupção da Asuka. Deveria ter me matado enquanto possuía alguma chance. Maori riu sadicamente.
- É mesmo? Que pena! Arthius cairá perante nossa arma suprema!

As tropas adversárias começaram a recuar aos moentes, atitude deveras suspeita.

- Illyasvel terminou os preparativos. A vitória já é garantida! Disse Esthern, desaparecendo subitamente.
- Cedo ou tarde cairás... Até lá permito-te viver com a marca da sua derrota cravada em sua face.

O estranho comportamento das forças opostas logo intrigou os regimentos aliados.

- Qual o significado disto?
- Ei, olhem para o céu!

Uma distorção no espaço criou uma rachadura, revelando um majestoso portal. Um indescritível nível de energia era liberada, impossibilitando qualquer tipo de análise.

- Finalmente é chegada a hora! Esperei tanto por isto! Testemunhem a destruição absoluta! Illyasvel saiu daquela passagem carregando uma orbe misteriosa.

O brilho daquele artefato ofuscava em demasia. Vangladius de alguma forma conhecia tal relíquia:
- É o nosso fim...

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Arthius sucumbirá ao poder desconhecido? O que farão os Guardiões?


sexta-feira, 18 de abril de 2014

ARTHIUS - ENTROPIA MULTIVERSAL (XXVII)

Continuando a marotagem... rs


CAPÍTULO XXVII – PANDEMÔNIO



Nossa linha de frente estava em apuros. Aquele campo de rosas tóxicas vitimou centenas de soldados. Mesmo com larga vantagem numérica, as tropas inimigas adotavam uma postura defensiva, comportamento deveras suspeito. Era evidente a existência de um propósito maior por trás daquele cenário.

Vangladius ordenou a marcha progressiva dos outros Elites para dar suporte ao embate frontal. O regimento de arqueiros organizou-se nos morros ao leste, sendo liderados por Wooly. Boatos corriam que ele nunca errava, tendo a fama de “flecha demoníaca”.

- Arcos prontos?
- Sim, senhor!!
- Em posição... atirem!

 Todos os projeteis pareciam convergir em um único dardo, consumindo a luz dos astros adjacentes. Os oponentes sucumbiram aos montes diante tamanha chuva perfurante.
Rest coordenava a equipe médica, tratando dos feridos em combate. Suas habilidades de regeneração surpreendiam até os Overlords, justificando assim tal função de grande responsabilidade.

Cassandra continuava a pressionar as guerreiras não muito longe dali:

- Essa mosca morta é realmente problemática! Resmungou a rainha.
- Não abaixe a guarda, Ice! Vashirah mantinha o foco.
- Minha paciência já se esgotou. Use seus olhos!
- Um mísero erro de cálculo e todo o reino vira cinzas. Não devo colocar nossos companheiros em risco.
- Então será do jeito complicado...
- Pois é...
- Fiquem tranquilas. A brincadeira acabará logo.

Saoru e sua irmã avançavam ferozmente, aniquilando as forças opostas. Uma nova leitura de energia foi reportada pela unidade de reconhecimento:

- Atenção todas as equipes: reforços adversos aproximando-se ao extremo norte! Os grupos livres devem oferecer auxílio imediato!

A notícia espalhou-se. Algumas estratégias sofreram reformulações pois um novo regimento era a ameaça da vez.

- Onde pensam que vão?
- Uma emboscada! Fique perto de mim, Kataru!

As espadachins foram rapidamente cercadas. O responsável por tal situação surgira:

- Desculpem-me, senhoritas. Illyasvel ocupa-se no momento, portanto sou o encarregado de diverti-las.
- E quem é você?
- Ah, perdoem-me pela grosseria. Nivev é o meu nome. O título de Alto-Sacerdote de Ashtar faz jus ao meu poder. Temo em dizer que uma morte lenta e dolorosa as aguardam, nada pessoal.
- Veremos acerca disto... Saoru preparava-se para a batalha.

Maori e as garotas investiam inutilmente contra Esthern:

- Droga! Que vadia irritante!
- Cansei de brincar. Quem gostaria de morrer primeiro?
- Sua insistência em nos subestimar será o passaporte de tua própria ruína!
- Moleque insolente! Morra!

Esthern atacou com velocidade máxima, sem chances de reação por parte do nosso jovem Elite. Aquela espada magmática cravada tornou-se uma nascente de um rio sangrento.


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O que realmente aconteceu? Alguém foi ferido mortalmente? Escapará Maori dos braços da morte?

quinta-feira, 17 de abril de 2014

A páscoa tá chegando *-*



Ta você, de boa, sentado em seu sofá e o cidadão toca a campainha para tirar sua paz e vem com uma dessa:

- Jesus morreu por você!
- Quem? o quê?
- Jesus, ele morreu por você!
- Por que? Quando e Onde?
- Porque você é pecador. Para curar seu pecado e salvá-lo da morte. Ele morreu por você.
- Ta, sou pecador, mas.. salvar da morte? todo mundo morre.
- Da morte eterna!
- Toda morte é eterna
- Nãoo,você pode ser salvo e ressuscitar!
- Sério?
- Sim. Basta aceitar Jesus.
- Legal! Então, quantos já foram ressuscitados?
- Em mais ou menos 2000 anos? Nenhum
- Então vai se fuder!!

sábado, 12 de abril de 2014

ARTHIUS - ENTROPIA MULTIVERSAL (XXVI)

Estava pensando umas coisas marotas por esses dias... Acho que farei um texto especial (não seria bem um capítulo) após o final da estória sobre algumas curiosidades (a origem dos nomes e tals). Enfim...

CAPÍTULO XXVI – REENCONTROS




- É um prazer inestimável rever-te, rainha.

Aquela mulher envolta por rosas surgira do grandioso campo de flores negras. O ar ficou denso, dificultando a respiração.

- Esse perfume... que sensação estranha.
- Cuidado, Maori! É a habilidade especial dela!

Minha visão ficou turva. Comecei a vomitar muito sangue.

- Esperava mais de alguém que derrotara Orochi. Mal consegues ficar de pé.
- Recue imediatamente. Cuidarei das coisas por aqui, não se preocupe.
- Não posso permitir que a enfrente sozinha, Ice.
- Perdi alguma coisa?
- Vashirah?

Aquele nível de poder era além da compreensão. Senti a gravidade aumentar milhares de vezes.

- Cassandra... Não há como esquecer essa cara de vadia morta.
- Vangladius deve adorar suas seis mãos, menina veludo! Cassandra gargalhou.
- Uso-as apenas para combate. Já você deve ter dado essa bunda rodada para Cúpula te aceitar... Ice, onde estão as garotas?
- Procurando outros Darklords pelo campo de batalha. Poderia ajuda-las, Maori?
- Certamente, já que não represento utilidade por aqui. O veneno dessa biscate é deveras problemático. Boa sorte!

Percorri o distrito comercial e adjacências. Infelizmente o que encontrei foram ruas desertas e destruídas. Decidi averiguar as regiões montanhosas, onde detectei uma leitura alterada de energia. Blossom e Asuka pareciam encarar uma presença até então desconhecida:

- Fim da linha! Gritou a garota dos olhos verdes.
- Tentar intimidar alguém como eu não é nada inteligente.
- É mesmo? Pena que ninguém liga!
- Maori? O que fazes aqui?
- Sou o reforço, tecnicamente falando.
- Não abaixem a guarda nem por um instante, do contrário morrerão.
- Quem é a diabinha? Perguntei.
- Não reconhece tua própria sogra, garoto? Disse Blossom em um tom de chacota.
- Hã? Mas que história é essa? Nem namorada eu tenho!
- Por que não pergunta à Asuka?
- É Esthern, minha mãe... Asuka falou, visivelmente envergonhada.
- Hum... Acho que a morte da sogra é o sonho da maioria dos homens. Podemos começar? Maori empunhou sua foice.
- Essa relíquia... então és o Maori? Pelo que me disseram você parecia mais másculo.
- Não se preocupe. Logo mudará de ideia quando eu socar isso no seu rabo!
- Como é? Não curto essas coisas!
- Relaxa, Lilith... Estou apenas brincando. Força de expressão, entende? Maori deu uma risada forçada.
- Sei. Pare de conversa e mate-a.
- Como quiser.

Apostei em investidas rápidas. Já sabia que aquele confronto seria difícil, mas não imaginava uma diferença de poder tão exorbitante. Esthern desviava facilmente até dos ataques combinados.

- Por quanto tempo pretende adotar esta postura defensiva? Cai dentro, vadia!
- Falas demais para quem não consegue acertar um mero golpe. Ademais, mata-los depressa estragaria a surpresa que os esperam.
- O que estás escondendo?
- Logo verão. O Illyasvel ficou encarregado dos preparativos, então brincaremos mais um pouco!


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Era evidente a intenção inimiga em ganhar tempo, mas para qual propósito? Algum terror oculto aguardava Maori e as garotas?

domingo, 6 de abril de 2014

ARTHIUS - ENTROPIA MULTIVERSAL (XXV)

Eis que mais um capítulo surge. Se descrever uma luta isolada já é complicado, imagina o que vem por aí... rs


CAPÍTULO XXV – FORÇA E ESTRATÉGIA



Repentinamente os céus foram consumidos pela escuridão. Milhões de criaturas tomaram o horizonte: Storns, errantes corrompidos, samurais demoníacos, ninjas, sacerdotes e afins.

- Lilith, conceda-me todo seu poder.
- Mesmo quando estava confinada naquele abismo sabia que tal dia chegaria. Pode contar comigo!

Os Guardiões já se encontravam em suas respectivas formações. Os soldados constituíam a linha de frente, auxiliados por alguns Elites. A segunda onda, exclusivamente defensiva, reunia a maioria dos Overlords.

A concentração reinava absoluta. As legiões se encaravam, à espera do movimento adversário. Eis que os membros do setor inimigo erguem suas espadas, ordenando o avanço das tropas. Uma densa tempestade assolou o local, dificultando severamente a visibilidade.
O batalhão de especialistas cooperava diretamente com a divisão frontal, visando abalar a moral das forças opostas.

- Podem cair dentro, mocinhas!

Heavy lutava ferozmente. Suas investidas entre o exército sombrio atrapalhava em demasia as estratégias dos fiéis a Ashtar.

- E aí cara, matando muitos?
- Esse cotocos não são de nada, Maori!
- Preciso de um pequeno favor... Um plano subitamente surgira na consciência do jovem.
- Prossiga.
- Atraia o máximo deles até o extremo oeste.
- O que tens em mente?
- Logo verás, meu caro.

O Arcano fizera como combinado. Eu já espreitava-me, aguardando a oportunidade de ouro. Barulhos anunciavam a chegada dos inimigos:

- Ashtar não nos informou acerca de uma região desértica aqui. Certamente é uma armadilha!
- Acho que é um pouco tarde para conclusões. Maori surpreende as tropas.
- Ele está sozinho, não terá chance alguma! Atacar!!!


Os milhares que partiram contra Maori começaram a afundar no solo misterioso:

- Mas que droga é essa?
- A exacerbada tolice dos senhores será o passaporte direto à morte. Aceite o abraço das areias!
- Como? Somos superiores em número!
- Quantidade é irrelevante se todos não passarem de escória... Tenham uma boa morte.

Um grande redemoinho soterrou os invasores, guiando-os ao subterrâneo.

- Onde aprendeu isso? Perguntou Heavy, curioso.
- Na minha pequena visita à Irinnen. A cidade de Hallstar guarda uns segredos interessantes. Chamam tal técnica de “Arijigoku”.
- HAHA! Somos uma dupla foda! Heavy sorriu.
- Que seja. Darei suporte às outras unidades. Cuide-se!
- Certo. Continuarei esmagando o progresso daqueles malditos.
- Conto contigo nisso!

As irmãs espadachins aniquilavam o exército oposto ao leste:

- Algo a reportar, senhoritas?
- Tudo bem por aqui. Verifique a situação dos nossos aliados.
- Como quiser, mestra.

Maori foi ao norte, encontrando soldados caídos no que parecia um imenso oceano de rosas negras.

- Mantenha sua atenção redobrada, garoto! Ice exclamou!
- Qual o significado disso? O que houve?
- Analisando tua composição suponho que seja o Maori. Orochi falou-me umas coisas sobre ti... Uma voz ecoou pelo lugar.
- Apareça! Até quando pretende se esconder?

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Quem será a presença misteriosa? Aguardem o próximo capítulo!