domingo, 6 de abril de 2014

ARTHIUS - ENTROPIA MULTIVERSAL (XXII)

Eis que publico mais um capítulo, senhores. Lembram da guerra biológica citada no sétimo ato? Pois então... Espero que gostem. ‘-‘


CAPÍTULO XXII – UM OLHAR NO PASSADO



Com muito tempo livre ultimamente, ando pesquisando acerca dos eventos que marcaram a humanidade através dos tempos. Tive a alegria de rever Ninniera, magnífica como sempre. 
Fui ao Labirinto das Mil Palavras visando obter informações detalhadas.

Grande parte do que li resumia-se em guerras, sangue, morte, tortura e desgraça. Cruzadas, Inquisição... Era inegável a paixão do homem em provocar sofrimento ao semelhante. Sua pretensão ridícula de querer preencher o desconhecido com lacunas sobrenaturais apenas elevava a certeza da tua própria tolice, outorgando-lhe o absoluto estigma de ser inferior e medíocre.

O epílogo da raça humana na Terra deu-se por um imenso paradoxo. Mesmo com o advento do conceito da “aldeia global” as relações entre os países não eram das mais amistosas. As grandes unidades hegemônicas usavam de considerável vantagem tecnológica para imposições e manobras políticas, causando a violação de várias normas constitucionais.

A patologia tornou-se incurável quando a sede pelo poder esmagou os valores. Muitos só desejavam fomentadores de ego e a idolatria do irrelevante. Com as massas reduzidas a um bando de primatas imbecis, os EUA implantaram o projeto de monitoramento em grande escala por intermédio da NSA. Outras potências, temendo o poder do imperialismo estadunidense, aderiram à causa.

A Aliança Marshall obteve fácil controle dos sistemas de comunicação. Os níveis de censura reinavam absolutos: qualquer um que ousasse criticar a ditadura vigente seria impiedosamente massacrado.

Alguns Estados do Oriente tentaram combater tamanha tirania, porém sem êxito. Aquela águia vil parecia invencível até que China a formara a Coalizão Oriental juntamente com Rússia e Japão.

O maior erro da unidade manipuladora consistiu em subestimar o poderio bélico dos russos. Mísseis nucleares tomaram os céus, acolhendo cerca de sete bilhões de pessoas nos braços da morte. Todo o globo estava em processo de evacuação total, pois o veneno tóxico dominara o mundo. Multidões esparramavam-se em foguetes rumo ao desconhecido. Apenas alguns milhões conseguiram chegar em Sedna, evento o qual caracterizou o recomeço da humanidade.

A grande piada é que nem a Grande Guerra Biológica provocou mudanças na humanidade. Preservaram o mesmo modo de vida fútil no novo planeta. Pergunto-me qual o prazer em cavar a própria cova, sendo o criador da própria destruição...

Folheei mais alguns livros. Encontrei um que catalogava todas as raças conhecidas. Descrevia os humanos e até mencionava Storns (enfrentei um no primeiro capítulo, caso não lembre).

Agradeci aos bibliotecários pela oportunidade e retornei ao reino para refletir um pouco. Repousei na floresta isolada – como de costume – na esperança de achar Asuka. Conversamos acerca das minhas descobertas e coisas diversas:

- Agora compreendo o motivo pelo qual me discriminam tanto.
- Triste, não?
- Nem um pouco. Eles possuem certo fundamento em adotar tal postura.
- Não! Ninguém outorgou-lhes o direito!
- Enfim, mudemos de assunto. Ultimamente um questionamento me perturba.
- E o que seria, amor? Uma palavra adicional escapou dos lábios da ruiva.
- Hã?
- Maori... Eu disse Maori. Asuka fez uma expressão séria para mascarar a mentira.
- Ah, tá. Gostaria de saber a verdade sobre o prólogo de Arthius. Ashtar é mesmo mau? O que houve naquela época?


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Asuka ficou em silêncio. Será que nosso jovem descobrirá algo que mude todo o rumo da história?