sábado, 12 de abril de 2014

ARTHIUS - ENTROPIA MULTIVERSAL (XXVI)

Estava pensando umas coisas marotas por esses dias... Acho que farei um texto especial (não seria bem um capítulo) após o final da estória sobre algumas curiosidades (a origem dos nomes e tals). Enfim...

CAPÍTULO XXVI – REENCONTROS




- É um prazer inestimável rever-te, rainha.

Aquela mulher envolta por rosas surgira do grandioso campo de flores negras. O ar ficou denso, dificultando a respiração.

- Esse perfume... que sensação estranha.
- Cuidado, Maori! É a habilidade especial dela!

Minha visão ficou turva. Comecei a vomitar muito sangue.

- Esperava mais de alguém que derrotara Orochi. Mal consegues ficar de pé.
- Recue imediatamente. Cuidarei das coisas por aqui, não se preocupe.
- Não posso permitir que a enfrente sozinha, Ice.
- Perdi alguma coisa?
- Vashirah?

Aquele nível de poder era além da compreensão. Senti a gravidade aumentar milhares de vezes.

- Cassandra... Não há como esquecer essa cara de vadia morta.
- Vangladius deve adorar suas seis mãos, menina veludo! Cassandra gargalhou.
- Uso-as apenas para combate. Já você deve ter dado essa bunda rodada para Cúpula te aceitar... Ice, onde estão as garotas?
- Procurando outros Darklords pelo campo de batalha. Poderia ajuda-las, Maori?
- Certamente, já que não represento utilidade por aqui. O veneno dessa biscate é deveras problemático. Boa sorte!

Percorri o distrito comercial e adjacências. Infelizmente o que encontrei foram ruas desertas e destruídas. Decidi averiguar as regiões montanhosas, onde detectei uma leitura alterada de energia. Blossom e Asuka pareciam encarar uma presença até então desconhecida:

- Fim da linha! Gritou a garota dos olhos verdes.
- Tentar intimidar alguém como eu não é nada inteligente.
- É mesmo? Pena que ninguém liga!
- Maori? O que fazes aqui?
- Sou o reforço, tecnicamente falando.
- Não abaixem a guarda nem por um instante, do contrário morrerão.
- Quem é a diabinha? Perguntei.
- Não reconhece tua própria sogra, garoto? Disse Blossom em um tom de chacota.
- Hã? Mas que história é essa? Nem namorada eu tenho!
- Por que não pergunta à Asuka?
- É Esthern, minha mãe... Asuka falou, visivelmente envergonhada.
- Hum... Acho que a morte da sogra é o sonho da maioria dos homens. Podemos começar? Maori empunhou sua foice.
- Essa relíquia... então és o Maori? Pelo que me disseram você parecia mais másculo.
- Não se preocupe. Logo mudará de ideia quando eu socar isso no seu rabo!
- Como é? Não curto essas coisas!
- Relaxa, Lilith... Estou apenas brincando. Força de expressão, entende? Maori deu uma risada forçada.
- Sei. Pare de conversa e mate-a.
- Como quiser.

Apostei em investidas rápidas. Já sabia que aquele confronto seria difícil, mas não imaginava uma diferença de poder tão exorbitante. Esthern desviava facilmente até dos ataques combinados.

- Por quanto tempo pretende adotar esta postura defensiva? Cai dentro, vadia!
- Falas demais para quem não consegue acertar um mero golpe. Ademais, mata-los depressa estragaria a surpresa que os esperam.
- O que estás escondendo?
- Logo verão. O Illyasvel ficou encarregado dos preparativos, então brincaremos mais um pouco!


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Era evidente a intenção inimiga em ganhar tempo, mas para qual propósito? Algum terror oculto aguardava Maori e as garotas?