sexta-feira, 25 de abril de 2014

ARTHIUS - ENTROPIA MULTIVERSAL (XXX)

Sim, este é o último capítulo (não chorem). Ainda haverá mais um texto especial, no qual comentarei acerca da origem dos nomes e curiosidades diversas da trama.


Considerações finais do Autor

Nem acredito que chegamos tão longe. Este conto representou um enorme desafio para mim, já que não estou acostumado a elaborar textos. Fiquei deveras satisfeito com o resultado, portanto espero ter atendido as expectativas dos senhores.

Não prometo nada, mas quem sabe um dia não faço uma continuação?

Caso seja do agrado comentem acerca da visão geral da estória, personagens, a forma como os eventos foram descritos, enfim... o que achou dessa loucura toda. Algum capítulo em especial para destacar?


CAPÍTULO XXX – SEGUINDO EM FRENTE



- Finalmente acordaste, garoto.
- Onde estou, Shienn?
- No centro médico. Unidades de busca encontraram você desacordado na região comercial, próximo a um armazém.
- Por quanto tempo dormi?
- Uns três dias.
- Nossa! E a guerra?
- Acabou, pelo menos temporariamente.
- Entendo. Alguém forneceu detalhes acerca do meu estado?
- Pelo que consta no relatório suas auras encontram-se seladas. Qualquer traço de poder foi neutralizado.
- Parece que paguei o preço. Maori riu.
- Atitude tola, porém essencial na proteção do nosso reino. Alguns reconheceram o esforço aclamando-te como herói, já outros se recusam a acreditar...
- Tanto faz. Muitas baixas?
- Uma parte considerável da base militar, dois Elites e até um Overlord.
- Não... impossível! Nomes?
- Kataru e Heavy dentre os especialistas. Em relação aos tutores foi a Saoru que pereceu. Minhas sinceras condolências.

Maori sentiu severamente a dor causada pela guerra. A luta das garotas contra Nivev ocasionou um desastroso fim e a morte do seu amigo humano levou nosso jovem a refletir acerca da fragilidade do existir.

- Alguma notícia da Asuka?
- Sim. Ela está no segundo setor deste mesmo centro, recebendo cuidados especiais.
- Gostaria de vê-la...
- Vamos então. Permita-me acompanhá-lo.

Mesmo caminhando com certa dificuldade não hesitei em alcançar meu destino. Ao chegar na sala encontrei a Ice e a Blossom ao lado do leito onde a ruiva repousava. A expressão de tristeza no rosto das garotas era claramente visível. Asuka direcionou seu olhar e sorriu para mim, ficando inconsciente logo após. Memorizei seriamente aquela cena. Era certamente um adeus. Virei-me e parti, deixando o silêncio como a resposta mais plausível.

Ainda sem pistas da Lilith e do mascarado busquei refúgio na floresta ao fundo do castelo. Meu psicológico, deveras abalado, não organizava pensamentos de forma eficiente. O vasto oceano de questionamentos residente em mim parecia banhado com sangue, morte e destruição.

- Sabia que estaria aqui.
- Vashirah? Qual o motivo de tua presença?
- Soube da tragédia em sua equipe... e da Asuka...
- Se veio consolar-me...
- Não é isso. É tolice se lamentar pelo que passou. Ademais, a ausência de vida deve ser tratada como um momento de reflexão acerca das contribuições do indivíduo que perecera.
- Partilhamos do mesmo ponto de vista, aparentemente.
- O fato é que o ataque inimigo foi deveras calculado, algo imprevisível até para a Cúpula.
- Tive uma similar impressão.
- Algum palpite? Vashirah expressou curiosidade.
- Sim. Desconfio da possível existência de uma grande mente manipulando tal organização.
- Por que levantas esta hipótese?
- Basta ligar os pontos. Primeiramente Ashtar estava ausente. Além do mais, quem garante que isso não passou de um teste?
- Nem sequer sabemos quantos Darklords realmente existem...
- Pois é. Certamente é apenas o começo. A verdadeira ameaça vai muito além de defender as muralhas deste reino ou destruir os que seguem Ashtar...
- Espero que estejas pronto. O futuro será tortuoso, cheios de fardos e dor. Boa sorte, garoto. Cuide-se!
- Igualmente, senhorita.

Vashirah despediu-se e continuei a admirar a bela vista, pensando em minha árdua jornada até então. O amanhã sempre reservará mistérios, não importando o quão experientes ou poderosos somos. Fim? Nada nunca termina, nunca...