quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Os Guerreiros Demônios - Lembre-se, todos nós somos mortais.

Olá! Esta é a terceira parte do conto (ou terceiro conto?). Se preferir ler do primeiro clique aqui.




Magno tinha visto a cavalaria e já ia intercepta-la, mas foi surpreendido por demônios que saiam de um buraco do vale. Eram os Hatamotos, dois vinham em frente, um negro e um azul. Magno, que agora com o semblante de fúria, volta sua atenção a eles e os 150 homens partem contra aqueles 50. Hatamotos não tinham escudos, mas suas laminas atravessam o do inimigo ou cortava ao meio e em dois ou três movimentos derrubavam um soldado imperial. Eram 3 para cada, mas um Hatamotos valia por 100 e sem nenhuma baixa eles vencem os imperiais que desistiram diante da derrota iminente.

Galford: - O que faremos com eles?
A batalha dura menos de uma hora e como o rei dissera nenhum homem seu caiu. 600 homens dos imperiais caíram antes deles desistirem. Agora os 50 estavam ajoelhados e desarmados no centro do vale. Diante de Magno os generais falavam.
Augusto: - Agora deixamos ele ir.
Galford: - Ir? Para voltarem com mais?
Augusto: - De uma forma ou outra eles saberão. Não devemos nos preocupar.
Alfredo: - Deveríamos prendê-los.
Ran: - E sustentar eles? Não!
Galford: - Devemos é cortar as suas gargantas! Cortar as suas cabeças!
Magno: - Reconheço seu poder, iremos e não voltaremos, por favor me deixe ir.
Augusto: - Cale-se.

Imperador Aburame

- Lembre-se, todos nós somos mortais.
Augusto os deixa ir a pé e desarmados. Em alguns meses Magno marcha em um tapete vermelho em um enorme corredor que terminava em um trono. Magno para pouco antes das escadas do trono. – Vossa Majestade Imperial. Senhor dos.
- Sem mais Magno! Fale o que preciso saber. O Que aconteceu?
- Eu levei a bandeira dos Aburames até as três montanhas e fui lá derrotado por um forte exército, talvez um outro império em expansão, não como o nosso, mas começando.
- Atacou alguém mais forte? Tolo, não se faz isso por nada, seria melhor saber de sua cultura. Mas, acha mesmo que é uma império? Seria uma ameaça, talvez seja.
- Peço que me deixe retornar. Disponha a mim uma infantaria pesada e cavaleiros e voltarei com boas novas.
- Calma, devemos saber o que são primeiro. Sai, esses assuntos não são de sua conta. Pela nossa amizade eu não rebaixarei você. Mas não erre novamente e não falo de perder batalhas, mas de lutas desnecessárias.
- Imploro que me dê minha vingança.
- Saia.

O imperador Aburame tentou com sucesso contatos pacíficos com aquela terra e um comercio de ferro e miscelâneas foi estabelecido, mas um motivo torpe os levou novamente a confronto. Aburame queria que Augusto o servisse, mas não teve sucesso, além de começar a exigir subsídios ao Lord Augusto que sempre recusara. Mas Aburame em 2 encontros com Augusto estabeleceu uma simpatia pelo rei e pensou em deixar a sua independência e manter apenas o lucrativo negócio das caravanas. Só que, os viajantes notavam coisas que iam contra as suas crenças como o rei que vivia com um homem, mulheres como generais e líderes. Mas o pior para eles era que o reino não tinha religião nenhuma, nem mesmo uma seita se quer, apenas as vilas tinham algumas seitas religiosas, mas sendo abandonadas com o tempo. Aburame tentou através dos viajantes levar a religião do império, mas o conceito do povo de Augusto era contra ela, devido a experiências na terra passada. Só restou uma última tentativa. Convencido por Magno e os Ambiciosos conselheiros do imperador, Aburame decide invadir o reino com como o estopim a falta de fé dos homens do Reino dos Guerreiros Demônios, assim chamavam aquela cidade murada.

Dois ano e meio depois, 4000 homens imperiais comandados por Magno estavam novamente naquele lugar chamado por eles de Três Montanhas. Augusto detinha em sua força 1500 homens e o mesmo número anterior de Hatamotos, porém havia agora, uma unidade equipada de forma semelhante. No mesmo vale acampavam e lá mesmo, três dias após sua chegada, a batalha começou. Desta vez, o exército imperial não era composto apenas dos guerreiros de grande escudo, homens portavam espadas longas com uma mão ou maças (morning star, bolas com espinhos feitas para esmagar) e todos de armadura completa e fechada. No início, a batalha ocorreu da mesma forma, com os Abushi esmagando os escudos e quebrando a formação, até o momento em que aqueles guerreiros pesados entraram em campo. 500 Arqueiros do império causou baixas até a sua formação ser destruída pela cavalaria pesada de Pilcrum. Os soldados de escudo e espada caiam facilmente contra os homens imperiais com maças e espadas longas, mas a cavalaria pesada e os ágeis Senshis (semelhantes aos Hatamotos) equilibravam isso. A batalha durou três horas, entrando na noite. Metade da força de Augusto caiu e metade da força imperial caíra.


Senshi
Forças de Augusto
Morning Star e Soldado de Augusto
No dia seguinte os Imperiais avançaram e conseguiram tomar o Ultima Fortaleza, um forte depois da 7º Vila. No fim do dia os Hatamotos tomaram o forte de volta e aquele dia terminou com poucas mortes para ambos os lados.

Na manhã do dia seguinte o exército imperial marchava e antes de chegarem ao forte 30 arqueiros faziam chover algumas flechas. Depois de ver cair um número 3 vezes maior que o dos arqueiros, os imperiais tentam recuar, mas são impedidos por Pilcrum e seus homens. Pelos lados um grande número de Senshis atacam e na frente saem os Hatamotos. O campo era grande e lutavam corpo a corpo sem formação, misturados naquela zona de morte onde só sairia um vencedor. Eram pouco menos de 2000 imperiais contra 50 Hatamotos, 100 Senshi, 100 cavaleiros e mais 450 homens padrão da infantaria com os seus escudos e espada. Os guerreiros pesados do império caiam fácil para os Hatamotos e lutavam igual para os Senshi e esmagava a infantaria.

O Foco de Augusto, Ran e o seu batalhão era o centro, onde Magno estava. Augusto atinge a força de elite que defendia Magno. 100 para 50. A força de elite era de homens habilidosos e que trouxeram baixas para o esquadrão de Augusto. Ran lutava inexpressivo e ao lado podia ver seu rei brandir a espada com velocidade e derrubar seus inimigos, até ver um homem com um lança correr em direção ao rei e antes que pudesse fazer algo Augusto é atingido em cheio. A lança entra em seu lado direito, próximo ao seu rim e sai em sua barriga, ele nem podia revidar e apenas cai. Ran e Lanza, o único Hatamotos que portava uma lança, abrem caminho derrubando os inimigos até chegar ao rei, os outros Hatamotos fazem uma espécie de escudo para manter a área mais segura possível.

- Ei! Fala comigo.
Augusto sorria e leva a mão ao rosto de Ran que chorava.
- Você precisa acabar com isso, não deixe que desistam, vença! Leve-nos a vitória.
- Não! Você vai ficar bem, vamos tirar você daqui.
- Escute e obedeça, levante e vença. Meu bem.
Augusto não lutou, tiraram ele de lá, mas o socorro já era tardio. Ran fica debruçado sobre o corpo do rei por um tempo, mas logo se levanta furioso e a única coisa que faz é obedecer o Rei. Ran se lançou ao inimigo com fúria e vigor, sua coragem e determinação contagiou os outros que lutavam mais forte. As armaduras da infantaria pesada do império não lhes dava tanta vantagem e no fim do dia só um Homem imperial ficou de pé, Magno.
- Dessa vez você não vai partir – Disse Ran.
- Percebi...
- Você lutará comigo, só nós 2.
Ran segura sua espada com as 2 mãos e espera. Magno avança aos berros com sua espada curta que é bloqueada pela espada de Ran e que em um giro em meio ao bloqueio faz Magno passar por ele e levar um corte nas costas. Magno cai do quatro e Ran sem demora corta a sua cabeça.

Não ouve festas, apenas o luto pelo rei. Na semana seguinte Pilcrum assumia legalmente a coroa e no mesmo evento passa a liderança do reino a Ran, que deveria governar até o sobrinho de Pilcrum ter idade para assumir a coroa. Ran, em consenso com os outros, Galford, Pilcrum, Alfredo e Maser determina que os Senshi sejam a infantaria padrão e aumenta o número de Hatamotos. Em 3 meses passam a anexar e subjugar vilarejos e cidades fortificadas ao longo do território das Três Montanhas. Eles tinham medo que o Império voltasse, sabiam que 4000 homens era uma pequena parte do todo e em 9 meses o Império Morioni (assim chamavam Ran os habitantes de várias cidades atacadas. Queria dizer Mori o Demônio).


Dois anos se passaram desde da morte do rei e o Império Aburame marchava novamente naquelas terras. 30 mil soldados imperiais estariam diante de 15 mil Senshis. O vale beberia muito sangue novamente, mas essa seria a última vez.

Texto Completo