sábado, 9 de janeiro de 2016

ARTHIUS - SUPREMACIA MULTIVERSAL (VII)

Eu estava sem ideias para elaborar este capítulo, daí ninfas sussurravam em meu ouvido e fui escrevendo (cogumelo uhuuuuuuuul !!!!111!!um!!!!onze!!!!!!!).



FUTURO INCERTO




Ainda era bem cedo, todavia lá estava Maori a vagar pelo templo. Cada segundo faria diferença na jornada do jovem Elite:

- O que faz fora do quarto numa hora dessas? Marin não disfarçava a voz de sono.
- Só organizando umas coisas em minha mente, nada de extraordinário...
- E quanto ao próximo destino?
- Sethytys...
- Boa escolha, porém temo que não será possível. O templo dele localiza-se exatamente abaixo do castelo de Arthius, na região das galerias subterrâneas.
- Basta pedir ao Vangladius então.
- O local foi lacrado desde a expulsão de Ashtar, pois este o usava como centro de pesquisas.
- Tenso. O que sabes sobre Sethytys?
- Há poucos registros relacionados. Ele é a Entidade do Espaço, o “pai do infinito”. Ele e Rimsalah foram os primeiros seres dos quais se tem conhecimento.
- Rimsalah também o originou?
- Não exatamente. Enquanto o caos criava o espaço atribuía dimensões...
- Hã?
- É poético, meio complexo de explicar. Marin riu.

Maori analisou inscrições diversas após aquela conversa. A quantidade de informação, deveras escassa, o deixara frustrado:

- Isso vai demandar um cuidado especial. Quem sabe num futuro não retorno a estudá-lo? Disse Maori.
- Recomendo que assim o faça. Bem, tratando agora do último monumento...
- O templo de Ostiev, certo? Até gostei do nome.
- Digamos que esta parte do teu processo de restauração será um “divisor de águas”. Poucos atrevem-se a desbravar tal lugar, e pouquíssimos retornam vivos. Boatos que o próprio Ostiev ainda reside por lá. Tem certeza que deseja tentar? Você pode desistir e continuar parcialmente recuperado... Marin esboçava seriedade.
- Nem fodendo... Se for para morrer então que seja! Muitos derramaram sangue confiando em meu trunfo. Não posso simplesmente virar as costas.
- Alerto-lhe que desta vez poderei acompanhar-te apenas até o Círculo da Transferência Existencial.
- O que seria isso?
- Um local de teletransporte, visando o acesso à entrada do templo. Provavelmente já conhece algo parecido, visto que estás aqui em Arthius.
- Pensando melhor lembro sim. Ao sul de Ninniera existe um... Cheguei aqui através dele. Tens as coordenadas?
- Claro. Prepare o necessário.
- Entendido.

Marin solicitou aos espectros que guiassem Maori até os confins do Vale, onde uma densa neblina demarcava os limites do reino a uma zona inóspita.

- Parece que agora a porra vai ficar mesmo séria... Maori sussurrou.
- A Terra das Lamentações é o único caminho até o objetivo. É um lugar místico, portanto cuidado com miragens e ilusões. Boa sorte, garoto! Caso não retorne saiba que foi legal te treinar...
- Deixemos as declarações de lado. Me espere bem sedenta em tua cama que logo estarei de volta. Maori riu.
- Besta! Fazendo piada num momento desses...

A monitora olhava fixamente enquanto Maori desaparecia na densa neblina. Quais desafios aguardavam nosso jovem no templo de Ostiev? Será uma experiência decisiva no processo de restauração?