sábado, 9 de janeiro de 2016

ARTHIUS - SUPREMACIA MULTIVERSAL (X)



FILHO PRÓDIGO




Marin perguntava-se acerca do estado de Maori enquanto contemplava o incessante temporal que banhava o Vale:

- Será que ele conseguiu? Talvez seja meio cedo para pensar em tal coisa. Espectros?
- Sim, mestra?
- Algum sinal do Maori?
- Nenhuma novidade.
- Entendo... Acho que devo esperar mais tempo.

A monitora direcionou-se ao salão visando tomar uma bebida, quando algo a surpreende:

- Por que demorou tanto? A Meira está uma delícia.
- Maori!!! Marin o abraçou.
- Meus ossos...
- Desculpe. Marin riu.
- Pensei ter dito que aguardaria minha chegada na cama. Proferiu o jovem em tom sarcástico.
- Idiota...
- Pulando a descontração...
- Claro... Agora que o processo foi concluído te apresentarei ao Grandmaster. Vamos!

Uma nostálgica sensação tomara conta do meu ser. Depois de tantas andanças retornei ao reino, o meu lar. Caras novas lotavam Arthius.

- De onde veio esse povo?
- Vangladius provavelmente possui a resposta.

Após uma breve caminhada alcançamos a entrada do castelo:

- Identifiquem-se!
- Sou do plano de monitoria efetiva, encarregada da restauração de um Elite.
- Um momento, checarei os registros... Marin, certo? Entrem. A alta patente já se encontra reunida.

Pelo que parecia uma reformulação massiva tinha ocorrido no lugar. Não lembro de ter visto aqueles guardas antes.

- O bom filho à casa retorna!!! Exclamou Vangladius.
- Você e suas frases de impacto.
- Sua presença é a prova do teu sucesso. Todos contavam com isso, jovem!
- Não é para tanto.
- Enfim, vamos direto ao ponto. Arthius sofreu diversas modificações enquanto esteve fora. Conseguimos fazer fusões com facções menores e fizemos uma reforma interna de hierarquia. Disse Vashirah.
- Qual o motivo destas fusões de clãs?
- Dalkart, um clã novo que cresce de forma assustadora. Mandei alguns membros da equipe de reconhecimento investigar quem seriam os possíveis superiores por lá... A supresa não foi nada agradável. Proferiu Vangladius em um tom muito sério.
- Não me diga que...
- Exato. A antiga Cúpula Negra agora representa o topo de Dalkart.  
- Alguma ideia da localização da sede?
- Infelizmente não. Eles estão espalhando suas forças pelo Mundo Transcendental, principalmente nas províncias de Woltrax – ao leste do conglomerado desértico – e Balushnov, ao oeste de Volrat.
- Entendo.
- Ah, aproveitando esta reunião permita-me informar os novos Overlords: Blossom, Rest e...
- O último é surpresa, hehe. Blossom interrompeu a fala do Grandmaster.
- E quanto a minha tutoria?
- Maori, lembra que eu disse que tinha planos para ti? Pois então... sou sua nova mestra. Vashirah sorriu.
- Acho que podemos encerrar por aqui.
- De acordo. Vá conhecer o pessoal novo, Maori. Proferiu Shienn, em tom sarcástico.
- Haha, muito engraçado. Não curto conversa fiada. Bem, caso precisem de mim sabem onde procurar...

A monitora acompanhou o jovem até a saída:

- Parece que a nossa jornada acaba aqui.
- Foi uma experiência e tanto. Fico grato pela disponibilidade.
- Nah... só fiz a obrigação. Ademais, a máscara não é mais necessária.
- Acabei me acostumando, portanto a usarei. Será uma marca constante do meu sucesso.
- Uma dúvida: por que um pentagrama estampado nela?
- Vejo como um símbolo de equilíbrio, harmonia e proteção.
- E por que ela não tem buracos para os olhos?
- O pior cego é aquele que vive com os olhos abertos mas não compreende o que há além. Aprendi isso contigo, esqueceu?
- Ui, filósofo. Boa sorte... Se quiser pode dar uma passada no Vale de vez em quando.
- Pode deixar. Aquela Meira é irresistível.

Decidi dar uma volta, visando conferir o que mudou. Não tardou para que parasse na floresta ao fundo do castelo, como nos velhos tempos:

- Lar doce lar...

Aquele momento de paz fora abruptamente interrompido. Alguém aproximou-se furtivamente e direcionou a espada contra mim:  

- Quem é você? Tire a máscara devagar ou farei teu sangue nutrir a árvore que repousas.
- Impossível... Me recuso a acreditar...




Maori parece surpreso. Quem será a ameaçadora presença? O que o amanhã trará?