segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

ARTHIUS - SUPREMACIA MULTIVERSAL (XIII)

Fiquei muito tempo sem escrever novamente e – por algum motivo bizarro – acabei perdendo o texto referente a este capítulo. Esta é uma versão refeita (e melhorada, acredito eu).




O FERRÃO DO ESCORPIÃO



O vento dominava sobre os campos. Maori perdia-se novamente em pensamentos. O dia parecia calmo, mas o jovem era ciente do futuro repleto de conflitos.

- Ocupando a mente, garoto?
- Sim. Formulando algumas ideias, nada de extraordinário.
- Aos negócios então. A Society ficará responsável por questões diplomáticas. Vangladius solicitou minha presença num vilarejo e pediu para que você me acompanhasse.
- A senhorita não aparenta precisar de segurança, mas enfim... Detalhes?
- Nosso destino é a região de Mozedias, na Província-Estado de Balushnov. Lá vive um grupo de mercenários conhecidos como “Os Escorpiões de Gelo”.

Balushnov era desconhecida por muitos. A névoa constante no local desfavorecia o cultivo, elevando o desinteresse de algum grupo em povoar aquela região. O máximo que o lugar conseguia representar resume-se a um ponto excêntrico de negociações.

- Chegamos?
- Sim. Temos que ir até a mansão do Marajah, governante dos mercenários e líder por aqui.

Mesmo com uma atitude pacífica percebemos claramente nos olhares dos habitantes dali que não éramos bem-vindos. Os guardas exalavam hostilidade.

- PAREM AÍ MESMO!!!
- Não há motivos para gritaria. Viemos à procura de Marajah. Vashirah manteve o tom de voz calmo.
- Ah, os enviados de Arthius. Nosso Senhor aguarda sua presença.
- Obrigada.
- O mascarado não entra! Exclamou o guarda, agarrando o braço de Maori.
- Tire as mãos de mim, seu bosta.
- Ele não fará nada imprudente.
- Estamos de olho!

Quem via de fora nem poderia imaginar que aquela construção era tão grande por dentro. Corredores infinitos de puro mármore com acabamento nobre e guardas em demasia. No salão central alguns seres reuniam-se:

- Anuncio a entrada da representante de Arthius!

Lá estava Marajah – sentado num trono com a forma de um escorpião gigante de gelo – com seu grupo de conselheiros, que mais pareciam víboras.

- Ah, então és a Vashirah? Agora compreendo a fama de tua beleza.
- Fico lisonjeada, todavia temos negócios a tratar.
- Direta ao assunto, hein? Gostei.
- Vangladius lhe enviou um acordo, creio eu. Revisaste os termos?
- Obviamente. Consegui formular um parecer juntamente com o Conselho.
- E?
- Digamos que as condições são meio que... abusivas.
- É mesmo? A única exigência que fizemos realmente foi a anexação do teu bando ao nosso exército.
- Temos o nosso orgulho...
- Isso não é o bastante para vencer uma guerra. Fomos até generosos, considerando a diferença de poder entre nós.
- Nunca duvide do ferrão de um escorpião... Disse um dos conselheiros.
- Já vi que é perda de tempo continuar esta conversa. Vamos, Maori.

Guardas rapidamente cercaram a saída do salão.

- Espero que os senhores tenham uma excelente explicação...
- Simples. Já fizemos aliança com a Cúpula. Vocês não sairão daqui, pelo menos não vivos. Ashtar ofereceu uma bela recompensa pela destruição dos Guardiões. MATEM ELES!!!
- Maori, quero que volte imediatamente ao reino. Cuidarei de tudo sozinha.
- Mas Vashirah...
- É uma ordem.
- Ok, ok... não precisa repetir.

O jovem Guardião recuou rapidamente enquanto a misteriosa guerreira permaneceu para resolver a situação. Durante seu retorno Maori detectou uma leitura de energia irregular nas proximidades. Ao direcionar seu olhar novamente à região de Mozedias, um cenário incomum causou-lhe expressiva surpresa. Um clarão – rápido e intenso – varreu Mozedias do mapa. Seria aquilo obra do poder de Vashirah?