sábado, 27 de fevereiro de 2016

ARTHIUS - SUPREMACIA MULTIVERSAL (XXIII)



EM BUSCA DA GLÓRIA




- Até quando vai ficar se escondendo?
- O problema do tolo é que ele só enxerga o que deseja. Você usa esse pretexto de nobreza para outorgar superioridade a si mesma. Me pergunto quem realmente se esconde...
- Tua língua é bem afiada para um plebeu.
- Ainda com esse papo? Assim eu morro de sono.
- O Draus estava mais animado quando o decapitei.
- É mesmo? Legal, mas não perguntei. A verdade é que isso tudo me diverte.
- Diversão, é?
- Exato. Vem cá que te mostro.

Maori provocava Hazz. Ele não era dos mais pacientes, ela muito menos.

- Ora, ora... Pelo jeito a nobreza não treina regularmente.
- Pare de ocultar a presença entre os espelhos e lute como homem, desgraçado.
- Tentar me diminuir não adiantará. Conheço seu tipinho. Sou humano, afinal. Quem melhor quando o assunto é arrogância?

Hazz começou a destruir tudo ao redor, embriagada pela raiva e com uma enorme vontade de cortar as entranhas do jovem Elite.

- Nunca senti tanta raiva assim em uma luta. Vou te estraçalhar, Maori.
- Até onde sei essa cara não é de raiva. Ficou excitada lutando comigo? Pervertida. Maori riu.
- Falando assim com uma dama? Verme ultrajante.
- Dama? Você não passa de uma vagabunda convencida.


Maori usava da pouca visibilidade do local para estabelecer vantagem. A névoa invocada pela guerreira glacial se voltara contra ela.

- Ainda não percebeu? Não adianta quebrar os espelhos, pois mais sempre aparecerão. Continue escrevendo o roteiro de tua derrota.
- Quem pensa que és?
- Boa pergunta. Nem eu sei quem sou. Talvez um futuro Overlord...
- Palhaço. Essa filosofia toda já encheu.
- É mesmo? Terás todo o tempo de refletir depois que perder.

Maori continuava na defensiva, o que só aumentava a fúria de Hazz. Mal percebeu ele que a névoa foi rapidamente dispersada pela oponente.

- Finalmente colocou a mente ao trabalho. Assim que gosto. Fêmeas burras só servem como banco de sêmen.
- Agora não há para onde fugir. Últimas palavras?
- Você per...

Antes que o Guardião terminasse a frase Hazz perfurou o lado esquerdo do seu peito.

- Lado errado. Não tenho coração. Maori riu.
- Não faz diferença. Minha espada congela tudo que toca.
- Interessante. Esse é o fim então?
- Creio que sim.
- Engraçado. Algo me diz que não...

O jovem tombou ao chão, partindo-se em vários pedaços. Hazz – já com os pergaminhos em mãos – preparava o retorno ao castelo de Arthius.

- Odeio escórias tagarelas. Resmungou Hazz enquanto olhava o corpo despedaçado.

A guerreira não disfarçava o sorriso no rosto. Ser a única sobrevivente dentre os desafiantes da Clasíoda era prova incontestável de capacidade.

- A Shienn ficará orgulhosa...

O gelo do templo começara a derreter instantes após o término da luta. Hazz já se aproximava do portal. Ela decidiu fazer uma última busca pelo local só por garantia, chegando a conclusão óbvia de não encontrar nenhuma leitura de energia.

- Bem, é hora de ir... O poder me aguarda.

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A Clasíoda chega ao seu fim. Terá Arthius força necessária contra Dalkart?